Percorrer por autor "Martins, Rita Correia"
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- A cadeia de abastecimento humanitária em situações de desastrePublication . Martins, Rita Correia; Lopes, Isabel Cristina da SilvaAs cadeias de abastecimento humanitárias constituem sistemas logísticos cruciais em situações de desastre. Estas operam sob condições de imprevisibilidade, escassez de recursos, danos infraestruturais e elevada exigência quanto aos tempos de resposta, obrigando todos os intervenientes a partilharem informação e cooperarem entre si para obterem uma intervenção eficaz e eficiente. As operações desenvolvidas por estas cadeias de abastecimento articulam processos de planeamento, procurement, armazenamento, transporte, distribuição e gestão de informação no decorrer do ciclo operativo humanitário – mitigação, preparação, resposta e recuperação. Neste contexto, a logística assume-se como elemento estruturante para garantir a continuidade do fluxo de bens essenciais, minimizar disrupções e assegurar a eficiência das operações no terreno. A análise de 26 456 desastres registados na EM-DAT entre 1920 e 2025 evidencia os efeitos destes acontecimentos na dimensão humana e material, expressa em mortos, feridos, desalojados, afetados e danos económicos. A magnitude destas consequências demonstra que, sempre que a cadeia de abastecimento falha seja por atrasos, incapacidade ou rutura, aumentam os níveis de mortalidade, de desalojamento prolongado e de agravamento das condições de sobrevivência. Assim, a capacidade logística determina a rapidez da assistência, a continuidade do abastecimento e a mitigação de impactos. O estudo dos sismos do dia 6 de fevereiro de 2023, que atingiram a Turquia e a Síria, permitiu compreender a importância e o desenrolar das ações das quatro fases do ciclo operativo da cadeia de abastecimento humanitária. Tornando clara a urgência de uma situação de emergência e a elevada exigência logística esperada. Assim, concluiu-se que os intervenientes, os procedimentos e as operações desta cadeia de abastecimento são a garantia da sobrevivência e subsistência dos afetados por desastres. E que quanto maior for a capacidade de atuação, mais eficiente e eficaz serão as intervenções, e menor será o sofrimento e impacto sentidos pelos indivíduos e comunidades afetadas.
