Percorrer por autor "Lousada, Maria Cristina de Oliveira"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Overwork em Portugal: um estudo exploratório sobre os seus driversPublication . Lousada, Maria Cristina de Oliveira; Meirinhos, Viviana AndradeResumo: O overwork é um termo que conceptualiza no discurso científico a sobrecarga de trabalho ou as horas de trabalho a mais, fenómeno que tem assumido uma forte relevância na investigação, pelo impacto verificado ao nível individual, na saúde física, mental e qualidade de vida e também pelo impacto ao nível organizacional, relacionado com redução de níveis de performance, rotatividade e aumento da taxa de acidentes e absentismo. Não obstante as consequências que resultam do overwork, e que são alvo de inúmeros estudos a nível mundial, coloca-se neste trabalho a questão sobre os drivers (as razões, os fatores) que impulsionam as pessoas para o overwork, cujos estudos são mais escassos, nomeadamente em Portugal. A escassez de estudos com este foco sobre o overwork remete esta investigação para um estudo exploratório. Este trabalho tem, neste sentido, como objetivo conhecer a realidade em Portugal no que diz respeito à configuração do overwork, aos motivos que levam as pessoas a trabalhar mais e aos sentimentos que associam a este fenómeno e a esta experiência. Para este efeito recorreu-se ao inquérito por questionário (com perguntas abertas e fechadas), que foi respondido por profissionais ativos ou desempregados há menos de 6 meses. Os resultados da investigação permitem concluir a existência de 3 tipos de drivers do overwork, i) drivers individuais, que resultam do perfil comportamental, vontade, interesse e necessidade do sujeito, ii) drivers funcionais, que resultam de fatores relacionados com a função em si, sua intensidade e sobrecarga e iii) drivers organizacionais, que resultam de fatores relacionados com a estrutura e organização da empresa, como processos de socialização, normas, liderança e cultura. Quanto aos sentimentos associados ao overwork a investigação identificou 2 tipos principais, i) os positivos, que provocam sensações de bem-estar e envolvem sensações de agrado e ii) os negativos, que provocam sensações de desconforto e mal-estar, sendo por isso desagradáveis.
