Percorrer por autor "Lata, Sara"
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- Cuidados de saúde, fatores clínicos, económicos e sociais preditivos da qualidade de vida após Acidente Vascular Cerebral: Estudo longitudinal multicêntricoPublication . Silva, Augusta; Vasconcelos, Mariana; Lata, Sara; Silva, Claúdia; Cunha, Christine; Sousa, Andreia; Ferreira, Rosália; Pereira, Soraia; Trigueiro, Maria João; Patrício, Brígida; Rocha, Artemisa; Tavares, Diana; Alexandrino, Ana Silva; Barbosa, Pedro Maciel; Ferreira Silva, Maria Augusta; Silva, Cláudia; Pinheiro de Sousa, Andreia Sofia; Dores, Artemisa; Alexandrino, Ana SilvaO acidente vascular-cerebral (AVC) configura um evento neurológico agudo, com consequências físicas, psicológicas, laborais e sociais de longo-prazo. A consequente diminuição da mortalidade, têm-se traduzido num aumento da prevalência de sobreviventes com sequelas incapacitantes. A heterogeneidade das sequelas observadas, nas fases crónicas, dos sujeitos pós-AVC interfere com a capacidade e participação funcional destes sobreviventes. No entanto, os estudos realizados em Portugal, não têm contemplado um levantamento atualizado dos principais preditores da qualidade de vida do sobrevivente em fase crónica, nem uma monitorização do acesso e da qualidade percecionada a cuidados de neuro-reabilitação de longo-prazo. Existe um consenso crescente de que a qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS), auto--relatada, é uma métrica fundamental para a compreensão do impacto da doença na perspetiva dos sobreviventes após o AVC. Desta forma, esta proposta de investigação-ação procura contribuir para uma maior compreensão das necessidades sentidas por sobreviventes de AVC, permitindo o desenvolvimento e a implementação de futuros programas de reabilitação e de cuidados de saúde de longo-prazo, em Portugal.
- Influência da informação aferente proveniente do pé na modulação do tónus dos segmentos distais do membro inferior: Estudo de casoPublication . Lata, Sara; Vasconcelos, Mariana; Silva, Augusta; Cunha, Christine; Ferreira Silva, Maria Augusta; Cunha, ChristineO tónus postural, definido como a atividade dos músculos posturais antigravíticos necessária para vencer a força da gravidade, é fundamental para a realização de qualquer movimento voluntário e, consequentemente, para a interação do indivíduo com o ambiente e a tarefa. O tónus postural resulta da coativação sinérgica de músculos posturais flexores e extensores, de forma a lidar eficientemente com a ação da gravidade. Esta capacidade para a coativação sinérgica carece de uma orquestração entre os tratos vestibulares, a par dos reticuloespinais que são fundamentais para a modulação do tónus postural. Esta função de modulação está integrada e é fundamental na atividade da marcha. Na fase de duplo apoio da marcha, a informação aferente propriocetiva relativa ao estado de tensão e comprimento dos músculos intrínsecos do pé, detetada através dos órgãos tendinosos de golgi e dos fusos neuromusculares, assim como a informação aferente cutânea proveniente do pé têm impacto na modulação do tónus postural pela sua influência na formação reticular. Lesões do sistema nervoso central, nas quais se enquadram as decorrentes de um acidente vascular cerebral no território da artéria cerebral posterior, podem levar à perturbação da modulação do tónus pela diminuição da integração da informação propriocetiva, dado que esta artéria irriga estruturas responsáveis pela integração sensorial e por transmitirem informação aos córtices somatossensorial e motor relativa à sensação somática do corpo. Este estudo de caso teve como objetivo testar a hipótese de que através da ‘’manipulação’’ de informação predominantemente propriocetiva proveniente do pé, é possível reportar modificações ao nível da orientação postural dos segmentos distais do membro inferior, na atividade da marcha. Caso clínico: Sobrevivente de acidente vascular cerebral isquémico ao nível da artéria cerebral posterior, do sexo feminino, com 58 anos. Encontra-se restrita na participação em atividades que englobem caminhar no exterior em pisos irregulares. O exame objetivo comtemplou a análise da marcha e da sequência de sentado para de pé, com recurso ao software Kinovea e a aplicação do teste de desempenho Timed Up and Go. Após as seis semanas de intervenção, verificou-se um aumento da variação da orientação postural dos segmentos pé e perna, no sentido da dorsiflexão, em 16,3º e 10,6º, nas fases de contacto inicial e acomodação da carga, respetivamente. Também se verificou uma diminuição do tempo de execução do teste Timed Up and Go em 5s. Conclusão: Através da ‘’manipulação’’ da informação aferente proveniente do pé, foi possível promover a variação da orientação dos segmentos pé e perna, no sentido da dorsiflexão, nas fases de contacto inicial e acomodação da carga, da marcha, pela possível influência desta informação na modulação do tónus. Esta variação da orientação repercutiu-se na diminuição do risco de queda, no aumento da velocidade da marcha e, principalmente, no aumento da participação do indivíduo.
- Influência da modulação do tónus postural no acoplamento intermembros durante a marcha: Estudo de caso após Acidente Vascular CerebralPublication . Vasconcelos, Mariana; Lata, Sara; Silva, Augusta; Ferreira Silva, Maria AugustaNa marcha, a par da modulação do tónus da musculatura distal dos membros inferiores, também a modulação do tónus dos músculos antigravíticos dos membros superiores parece contribuir para a coordenação entre membros. Este acoplamento entre membros, durante a marcha, tem na sua génese uma sustentação neural, pela ação do trato reticuloespinal lateral que, ao inervar os neurónios motores desta musculatura distal dos membros superior e inferior, contribui para a coordenação entre segmentos anatomicamente distantes. Assim, em sujeitos com frequente comprometimento de axónios e/ ou neurónios que contribuam para este trato reticuloespinal, como no caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no território da artéria cerebral média, é necessário contemplar esta hipótese de disfunção do movimento. A influência que a informação aferente da periferia tem no recrutamento de interneurónios localizados na medula espinal com impacto na modulação do output dos neurónios motores e consequentemente na modulação do tónus, suporta decisões de atuação na área da fisioterapia. Este estudo de caso teve como objetivo testar a hipótese da influência do input aferente no membro superior contralesional no output motor do membro inferior contralesional. Caso Clínico: Participou neste estudo um sujeito do sexo masculino, de 53 anos, com disfunções ao nível da modulação do tónus postural dos membros superior e inferior contralesionais e ao nível do recrutamento da musculatura intrínseca da mão, na sequência de um AVC ocorrido há 20 meses. A avaliação incidiu sobre as fases de contacto inicial e de acomodação da carga na marcha, e sobre a fase de translação anterior do tronco até ao momento do seat off na sequência de sentado para de pé, através da medição das amplitudes entre os segmentos braço e antebraço contralesionais e entre os segmentos perna e pé contralesionais. O sujeito foi exposto a uma sessão de intervenção única, incidindo na potenciação das funções afetadas, através do fornecimento de input sensorial e propriocetivo. Após a sessão, foi possível verificar-se um aumento de 10,7º e de 12º de extensão de cotovelo na marcha e na sequência de sentado para de pé, respetivamente, bem como um aumento de dorsiflexão do pé, traduzido através da diminuição de 12º na marcha e de 2,3º na sequência de sentado para de pé, entre os segmentos perna e pé. Tais resultados sugerem uma modificação do comportamento dos músculos braquiorradial e solear contralesionais, no sentido da sua modulação e, ainda, uma variação da orientação postural de ambos os membros no espaço, apontando para uma maior otimização da função da modulação do tónus postural. Conclusões: Considerando que a literatura tem evidenciado a influência do input aferente da periferia dos membros inferiores no output motor dos membros superiores, os resultados observados no presente estudo, ao demonstrarem a existência de efeito em sentido inverso, são promissores quanto à bidirecionalidade da influência entre segmentos distais e quanto ao acoplamento entre membros, com implicações evidentes para a intervenção em fisioterapia em sobreviventes de AVC.
- Necessidades reportadas por sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral crónico: Resultados preliminares de um estudo longitudinal multicêntricoPublication . Silva, Augusta; Lata, Sara; Vasconcelos, Mariana; Silva, Claúdia; Cunha, Christine; Sousa, Andreia; Ferreira, Rosália; Pereira, Soraia; Rocha, Artemisa; Pinto, Joana; Patrício, Brígida; Trigueiro, Maria João; Tavares, Diana; Freitas, Marta; Alexandrino, Ana Silva; Barbosa, Pedro Maciel; Ferreira Silva, Maria Augusta; Silva, Cláudia; Pinheiro de Sousa, Andreia Sofia; Dores, Artemisa; Pinto, Joana ONeste trabalho apresentam-se os resultados preliminares do projeto de investigação “Cuidados de saúde, fatores clínicos, económicos e sociais preditivos da qualidade de vida após Acidente Vascular Cerebral (AVC): Estudo longitudinal multicêntrico”, no que diz respeito às necessidades reportadas por sobreviventes, em fase crónica. Apesar dos avanços clínicos observados nas últimas décadas, subsiste, ainda, um número elevado de sujeitos a necessitarem de cuidados de saúde de longo prazo. As incapacidades físicas, cognitivas e emocionais exibidas, com consequências pessoais, familiares, laborais, económicas e sociais, traduzem um conjunto de necessidades complexas e de natureza heterogénea. De facto, a diversidade e a extensão destas necessidades impactam, de modo inegável, a qualidade de vida e o bem-estar psicossocial dos sobreviventes. Neste contexto, o presente estudo pretende contribuir para o conhecimento compreensivo das necessidades do sobrevivente de AVC, na senda de uma prestação de serviços de reabilitação centrados no indivíduo. Objetivo: Caracterizar as principais necessidades reportadas por sobreviventes de AVC, nomeadamente necessidades de natureza física, de comunicação, cognitiva, psicológica e emocional, de atividades e participação, ambiental, económica, social, profissional e familiar; e necessidades de acesso a serviços de saúde. Metodologia: Estudo observacional descritivo transversal, constituído por 31 sobreviventes de AVC em estádio crónico, 18 do sexo feminino e 13 do masculino, com uma média de idades de 52 anos (DP=10). Apenas três dos sobreviventes apresentam um tempo decorrido após o evento inferior a 2 anos. Os participantes foram entrevistados, via Zoom, momento em que foram aplicados dois questionários, um de caráter sociodemográfico e clínico, para a caraterização da amostra, e um segundo questionário, de levantamento de necessidades, construído com base na evidência científica mais atual e revisto por um grupo de peritos das diversas áreas. Através da estatística descritiva, foi possível realizar uma análise de frequências das respostas ao segundo questionário. Resultados: A necessidade de serviços especializados foi a principal reportada pelos participantes (90%), tendo sido a fisioterapia e a neuropsicologia as especialidades mais referenciadas (70% e 32%, respetivamente). Seguiram-se as necessidades físicas, reportadas por 87% dos participantes, destacando-se a tensão muscular (52%) e a perda de equilíbrio/medo de cair (39%) como as mais assinaladas. Também os domínios psicológico e emocional e de atividades e participação foram eleitos pela maior parte dos participantes, 71% e 68%, respetivamente. Em oposição, as necessidades menos assinaladas correspondem às de caráter económico, ambiental e social. Conclusões: No geral, os resultados destacaram uma elevada percentagem de sobreviventes que partilham um vasto leque de necessidades não atendidas, que persistem mesmo após decorridos 2 anos do evento vascular. Estes resultados preliminares apontam para a importância de compreender a génese das necessidades reportadas, apelando para um levantamento aprofundado da oferta pelas diferentes áreas de atuação e inerente identificação de possíveis barreiras para a sua acessibilidade.
