Percorrer por autor "Joana Filipa Alves da Silva"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Capital de risco, assimetrias de informação e acompanhamento pós-investimento: evidências para PortugalPublication . Joana Filipa Alves da Silva; Mota, Carlos Filipe Magalhães Bastos daEste estudo, centrado no investimento de capital de risco em Portugal, pretendeu evidenciar a importância do acompanhamento e monitorização dos projetos na fase pós-investimento. Centrou-se na seguinte questão de investigação: “Como se processa o acompanhamento das empresas participadas pelas entidades de capital de risco no período pós-investimento e como as controlam?” A teoria argumenta que para mitigar o risco de agência na fase pós-investimento é necessário efetuar um acompanhamento eficaz, desenvolvendo relacionamentos adequados com as participadas através de uma comunicação frequente, detalhada e atempada durante a evolução do projeto. Para o objetivo central do estudo – avaliar o processo de acompanhamento e monitorização realizado pelos investidores de capital de risco em Portugal - foi realizado um estudo empírico, consubstanciado num questionário promovido junto das entidades participadas pelos investidores de risco, que recolheu dados sobre as práticas de monitorização observadas. Os resultados do questionário realizado no âmbito do presente trabalho fornecem evidências que apontam para um acompanhamento relativamente intenso das empresas participadas. Os investidores adotam práticas ativas de acompanhamento das suas participadas, principalmente em áreas relacionadas com a gestão ou em áreas mais sensíveis. Para minimizar a assimetria de informação e o problema do agente-principal, os investidores de risco optam por solicitar um grande número de relatórios e informações financeiras sobre o desempenho das participadas e com periodicidade elevada. Além disso, acompanham as empresas participadas através de visitas e reuniões frequentes para discussão dos assuntos mais importantes. Finalmente, o estudo fornece suporte à perspetiva de que as restrições incluídas nos contratos de investimento por si só não poderiam reduzir significativamente a assimetria da informação, sendo necessário o recurso a um conjunto mais alargado de instrumentos de monitorização.
