Percorrer por autor "Domingues, Elsa Rodrigues"
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- Valorização do banho residual do tingimento com corante Preto ReativoPublication . Domingues, Elsa Rodrigues; Garrido, Jorge Manuel Pinto de JesusOs corantes reativos são um dos mais utilizados na indústria têxtil e visto que, nas tinturarias, os banhos residuais de tingimento são descartados, pretendeu-se com este trabalho valorizar um banho residual de tingimento preparado com corante preto reativo. Tendo em conta este objetivo, estudou-se a viabilidade de usar o banho residual de tingimento não tratado e tratado (após tratamento químico) na coloração de MDF e em novos tingimentos de fibras (algodão e lã). O processo de tingimento foi avaliado recorrendo a testes físico/mecânicos, no caso do MDF, e a testes de solidez no caso dos tingimentos. No caso da coloração de MDF concluiu-se que o processo não é viável pois as cores obtidas, tanto para a placa colorida com banho residual de tingimento tratado como não tratado, não apresentam diferenças comparativamente à placa de cor standard. Para o caso da aplicação em novos tingimentos de algodão foi necessário estudar inicialmente o modo de aplicação de um fixador, Fissat RTG, essencial para reter o corante na fibra. Foram realizados ensaios aplicando o fixador por esgotamento e em processo contínuo e, de seguida, procedeu-se ao tingimento também por esgotamento ou processo contínuo. Conclui-se que o tingimento do algodão não é uniforme e apresenta pouco rendimento da cor, pelo que o processo não é viável. No caso do tingimento de lã realizaram-se ensaios variando a temperatura (70ºC, 80ºC, 85ºC, 90ºC, 98ºC) e o tempo de tingimento (45, 60 e 75 minutos a 98ºC) tendo como base de comparação o tingimento realizado a 98ºC durante 60ºC. Os resultados continuam a ser mais favoráveis a 98ºC, caso se pretenda uma cor mais intensa, caso futuramente se pretenda uma tonalidade inferior é possível ajustar a temperatura de tingimento para um valor inferior (80ºC). No que toca ao tempo de tingimento a 98ºC, conclui-se que não há diferenças na cor a partir dos 60 minutos, no entanto, 45 minutos revelou-se como sendo pouco tempo para obter a tonalidade pretendida de azul. A solidez à lavagem a 40ºC, suor ácido e alcalino, água e luz foi testada para os ensaios tingidos durante 60 minutos a 98ºC e 60 minutos a 80ºC sendo que os resultados obtidos foram satisfatórios para todos os parâmetros, com exceção da solidez ao suor alcalino. Realizaram-se, portanto, diferentes tratamentos posteriores na fibra tingida a 98ºC durante 60 minutos e a melhoria neste parâmetro foi evidente, especialmente realizando um tratamento com 4% de Zetesal CPW.
