Percorrer por autor "Couto, Francisco Sousa Alves Fortuna do"
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- Avaliação do nível de digitalização nos municípios portuguesesPublication . Couto, Francisco Sousa Alves Fortuna do; Torres, Cristina Maria Dias Pereira; Silva, Maria de Lurdes Vasconcelos Babo eAs tecnologias de informação e comunicação (TIC) assumem um papel estruturante no desenvolvimento das cidades inteligentes, operando como infraestrutura integradora que permite a articulação entre domínios urbanos, a gestão de grandes volumes de dados e a otimização de serviços públicos. Neste contexto, as Plataformas Urbanas Abertas (Open Urban Platforms) são apresentadas como espinha dorsal tecnológica que sustenta uma cidade resiliente, interoperável e orientada para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. A investigação desenvolvida neste trabalho procurou responder à questão: Quais os fatores que condicionam o nível de digitalização dos municípios portugueses e de que forma estes influenciam a eficiência, a inovação e a qualidade dos serviços públicos locais? Os resultados demonstram que a maturidade digital municipal não é linear nem exclusivamente tecnológica; depende da convergência de cinco fatores críticos interdependentes: (i) capital humano qualificado e liderança transformacional; (ii) capacidade financeira, robustez organizacional e cultura de inovação; (iii) infraestruturas TIC e interoperabilidade; (iv) abertura institucional, transparência e participação cidadã digital; e (v) redes colaborativas, benchmarking e aprendizagem entre pares. Verificou-se que municípios com níveis elevados de maturidade digital apresentam melhorias significativas na eficiência administrativa, na inovação dos serviços e na satisfação dos cidadãos, traduzidas em redução de custos, maior rapidez de resposta, automatização de processos e aumento da confiança institucional. Contudo, persistem desafios estruturais, como assimetrias territoriais, resistência cultural à mudança, insuficiência de competências digitais e dificuldades na integração de financiamento e políticas de longo prazo. Os resultados reforçam que a digitalização autárquica deve ser compreendida como um processo sociotécnico, dependente de liderança política, cultura organizacional, participação cidadã e infraestruturas tecnológicas interoperáveis. O progresso sustentável neste domínio exige políticas públicas integradas, capacitação contínua, mecanismos de avaliação permanente e promoção de justiça territorial e inclusão digital.
