Percorrer por autor "Aguiar, Cristina Ferreira"
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- A perceção dos colaboradores sobre a relação entre trabalho remoto e saúde mentalPublication . Aguiar, Cristina Ferreira; Araújo, Manuel Salvador Gomes; Martins, Dora Cristina MoreiraEste estudo analisa a perceção dos colaboradores em regime de trabalho remoto e/ou híbrido em relação à sua saúde mental. O crescente recurso a estes modelos pelas organizações, aliado à preferência dos trabalhadores por desempenharem as suas funções fora da empresa, tem conduzido à redução dos dias de trabalho presencial. Contudo, esta flexibilidade acarreta riscos para a saúde mental, tornando importante o papel dos Recursos Humanos na prevenção e mitigação desse risco. O principal objetivo é compreender como é que os colaboradores percecionam a relação entre o trabalho remoto e a saúde mental, identificando os fatores que influenciam positivamente e/ou negativamente essa relação. Neste sentido, definiram-se os seguintes objetivos específicos 1) caracterizar as perceções dos trabalhadores remotos/híbridos sobre a sua saúde mental e níveis de isolamento social, 2) caracterizar as perceções dos trabalhadores remotos/híbridos sobre as vantagens e desafios do trabalho remoto/híbrido, assim como das suas preferências de dias de trabalho presenciais e remotos, 3) conhecer a relação entre saúde mental, isolamento social e traços de personalidade em trabalhadores remotos/híbridos, 4) predizer a influência do isolamento social e traços de personalidade na saúde mental e 5) comparar o nível de saúde mental e o nível de isolamento social de acordo com a pertença a diferentes grupos sociodemográficos e profissionais. A investigação seguiu uma abordagem quantitativa, recorrendo à aplicação de três instrumentos, questionário geral da saúde (GHQ-12), a escala de isolamento social e o Big Five Inventory, sendo os dados analisados através do programa IBM SPSS Statistics versão 29 e incluindo uma amostra de 97 participantes. Os resultados evidenciam que os níveis mais elevados de isolamento social associam-se a pior níveis de saúde mental, embora a maioria dos participantes apresente valores baixo a moderados de isolamento social. São sugeridas pistas para futuras investigações e aplicações em termos profissionais.
