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Orientador(es)
Resumo(s)
A artroplastia total do joelho (ATJ) consiste na substituição dos componentes danificados da articulação por próteses inorgânicas, constituídas por bases metálicas e polietileno. Essa intervenção é comumente realizada em casos de osteoartrite grave, lesões articulares significativas ou outras condições médicas que causem danos irreversíveis à articulação do joelho. Os avanços na tecnologia tais como o templating digital (TD) têm contribuído para a eficiência e segurança desse procedimento, tornando-o uma opção valiosa para muitos doentes que enfrentam problemas significativos nas articulações do joelho. A TD é uma técnica de planeamento pré-operatório que recorre a imagens radiográficas digitais, geralmente em formato DICOM, em conjunto com software específicos para simular virtualmente o posicionamento e o dimensionamento das próteses. Esta abordagem permite ao cirurgião visualizar e planear a intervenção com maior precisão, ajustando os parâmetros de acordo com a anatomia individual de cada doente. Os objetivos do TD são: melhorar o planeamento pré-operatório para reduzir erros intra-operatórios relacionados com dimensionamento, alinhamento e encaixe dos implantes e proporcionar uma redução de custos. No entanto, a precisão na escolha dos implantes desempenha um papel fundamental no sucesso desta intervenção. O objetivo deste estudo é avaliar a precisão dos modelos tridimensionais (3D) em comparação com os modelos bidimensionais (2D) no âmbito da cirurgia de ATJ. Ao utilizar modelos de próteses disponíveis no software PeekMed® para o planeamento cirúrgico em doentes submetidos a ATJ, este estudo avaliou a precisão dos métodos de planeamento 2D (em incidências anteroposterior e lateral) e do planeamento 3D derivado de imagens 2D. Os resultados demonstraram que o planeamento 2D anteroposterior foi o mais fiável na previsão do tamanho dos implantes, tanto tibiais como femorais, apresentando os menores valores de erro e os limites de concordância mais estreitos. Em contraste, o planeamento 2D lateral e o planeamento 3D evidenciaram uma tendência sistemática para a sobrestimação, associada a uma maior variabilidade, especialmente no caso do componente femoral no método 3D, onde os erros (MAE e RMSE) foram significativamente mais elevados. Embora outros estudos indiquem vantagens do planeamento 3D, sobretudo com modelos obtidos por tomografia computorizada, os resultados deste trabalho não confirmaram essa superioridade. Esta discrepância pode dever-se às limitações tecnológicas da conversão de imagens 2D em modelos 3D, ainda em desenvolvimento, que podem introduzir erros de calibração e reconstrução. Assim, a análise reforça a fiabilidade atual do planeamento 2D e evidencia a necessidade de otimizar os algoritmos 3D para que este método atinja todo o seu potencial na prática cirúrgica.
Descrição
Palavras-chave
Artroplastia total do joelho Templating digital Precisão
