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Melhoria do Planeamento de Carga-Capacidade: Um Estudo de Caso numa Empresa Extrusora de Alumínio

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Abstract(s)

Esta dissertação teve como principal objetivo o desenvolvimento de um modelo de apoio ao planeamento de carga e capacidade que permitisse definir lead-times mais adequados à realidade da produção, contribuindo assim para o aumento da fiabilidade nas datas de entrega e para a melhoria do desempenho do indicador On-Time In-Full (OTIF). O trabalho foi realizado com base na realidade operacional de uma empresa do setor da extrusão de alumínio, cuja produção é fortemente marcada por um contexto Make-to-Order (MTO) e elevada variabilidade de produtos e processos. A análise à empresa revelou diversos pontos críticos no sistema atual, nomeadamente: tempos de espera, sobreprocessamento causado por retrabalhos decorrentes de defeitos, e um modelo de planeamento de carga-capacidade que ignora as especificidades técnicas de cada prensa e matriz, sendo a matriz o molde que define a forma do perfil de alumínio, e a prensa a máquina que realiza a extrusão, forçando o alumínio aquecido a atravessar esse molde. A inexistência de um sistema de produção nivelado e a ausência de critérios técnicos para alocação de encomendas às prensas contribuem ainda mais para a ineficiência observada. No âmbito do planeamento de capacidades, foi adotado o modelo Capacity Requirements Planning (CRP), conhecido pela sua maior precisão por se basear em tempos efetivos e específicos de operação. Verificou-se que o método tradicional de cálculo da carga, assente unicamente em quilogramas, se revela insuficiente, uma vez que não contempla o tempo real de extrusão nem as variações de produtividade entre diferentes prensas. Foram, por isso, analisados indicadores como a produtividade real (kg/h), a frequência de trocas de matriz, os tempos de paragem e a discrepância entre as horas previstas e as efetivamente realizadas. Os resultados evidenciaram variações significativas entre prensas e ao longo do tempo, sublinhando a necessidade de um planeamento mais realista e ajustado à operação. Com base nestas conclusões, foram propostas melhorias concretas, entre as quais se destacam: a redefinição da unidade de carga de quilogramas para horas úteis, a determinação de produtividades reais por matriz e a aplicação de uma análise ABC às matrizes com histórico problemático. Complementarmente, recorreu-se à Teoria das Restrições, através da aplicação do modelo da Corrente Crítica, tanto para o cálculo de tempos efetivos de produção como para a definição de buffers de segurança mais adequados à variabilidade observada, culminando no desenvolvimento de um modelo dinâmico de lead-time que permitiu demonstrar que o prazo padrão de 10 dias úteis atualmente praticado não reflete as reais condições do processo produtivo. O novo modelo desenvolvido proporciona uma maior precisão no planeamento semanal, uma melhor visibilidade da capacidade disponível e uma melhoria na fiabilidade das datas de entrega comunicadas ao cliente.

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Keywords

Lead Time Teoria das Restrições Corrente Crítica Produção MTO

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