| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 19.66 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A braquiterapia intersticial permanente da próstata apresenta riscos radiológicos que afetam simultaneamente doentes e profissionais de saúde. Este estudo explorou a integração das metodologias FRAM (Functional Resonance Analysis Method) e HFMEA (Healthare Failure Modes and Effects Analysis) para uma avaliação abrangente destes riscos. O estudo qualitativo foi realizado num serviço de braquiterapia num hospital português, utilizando análise documental, observação in loco e grupos focais com especialistas. Foi desenvolvido um mapa de processos abrangendo 10 etapas principais do procedimento. A aplicação do HFMEA identificou 37 modos de falha (29 relativos à segurança do doente, 8 à segurança ocupacional), sendo os mais críticos a incorreta delineação de volumes, implantação de sementes no local errado e ausência de dosimetria pós-implante. O FRAM complementou a análise através de 35 funções interconectadas, revelando variabilidade e acoplamentos funcionais críticos que podem gerar ressonâncias sistémicas. A integração metodológica demonstrou que a segurança do doente e do profissional são dimensões interdependentes, onde fatores como experiência da equipa, pressão temporal e qualidade dos equipamentos afetam simultaneamente ambas as áreas. Os resultados evidenciam que esta abordagem híbrida proporciona uma compreensão mais profunda dos riscos sistémicos e permite o desenvolvimento de estratégias preventivas mais eficazes na gestão da segurança radiológica em braquiterapia.
Descrição
Palavras-chave
HFMEA FRAM Avaliação de risco Integração metodológica Braquiterapia Proteção radiológica Segurança do doente Segurança ocupacional
