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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A recusa de uma visão totalizante implica afastar a ideia de que o mundo precisa de ser plenamente explicado (Sontag, 1966). A fotografia surge como uma forma de estudar o real por fragmentos, aceitando que aquilo que se vê é sempre parcial, provisório e incompleto, pelo que se afigura importante uma discussão filosófica entre ser e parecer, isotópico e distópico, mimético e irreal. Num presente marcado pela velocidade e pela acumulação constante de imagens, o banal torna-se um espaço onde memórias, restos e aproximações temporais se sobrepõem. Entre o que é encontrado ao acaso e o que é guardado ao longo do tempo, desenvolve-se uma prática baseada na deambulação, na recolha e na reativação de imagens (Kessels, 2015). Fotografias produzidas no quotidiano convivem com arquivos vernaculares adquiridos em feiras e antiquários criando um campo onde diferentes materialidades coexistem.
Guardar, comprar, arquivar e reorganizar tornam-se gestos tão importantes quanto fotografar (Kessels, 2015). As imagens não são fixadas imediatamente num sentido, deixando-as em suspensão, regressando à edição em momentos distintos, permitindo que novas relações surjam através da comparação e da montagem. O “agora” aparece como um território contaminado por outras temporalidades (Groys, 2009) onde postais e outros materiais distintos funcionam como máquinas do tempo que apenas se movem em direção a um presente inconstante.
Assim, as imagens deixam de contar uma história linear e passam a construir um lugar; um espaço flutuante onde o tempo permanece aberto e o olhar permite demorar-se.
Descrição
Palavras-chave
Fotografia contemporânea Fotografia vernacular Fragmento Temporalidades Vestígios Banalidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Ao Norte, Câmara Municipal do Viana do Castelo
Licença CC
Sem licença CC
