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Potential health risks of worker exposure to synthetic and natural dyes in the textile industry

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Resumo(s)

The Textile Industry (TI) is associated with a high environmental impact, with the dyeing stage considered a critical point due to environmental concerns related to pollution and the potential adverse health effects of synthetic dyes on workers. The reintroduction of natural dyes may represent an alternative in light of increasingly stringent restrictions on the use of synthetic dyes. However, knowledge of their potential health effects on workers remains limited, due to the scarcity of research on the subject. In this context, the present study aims to expand understanding of the potential risks associated with worker exposure to synthetic and natural dyes in the TI. The study was conducted in three companies (A, B and C), representative of the dyeing industry in Portugal. To characterize the potential health effects reported by workers, a questionnaire was administered to a sample of 33 professionals in the sector. Although this study does not include an assessment of the workers’ occupational exposure, environmental monitoring of physicochemical parameters was carried out in dye weighing areas, with particular focus on the quantification of PM10 and PM2.5. In parallel, in vitro evaluation of the viability of cell lines representative of the skin (HaCaT, 3T3-L1 and B16F10) was performed, following exposure to classes of synthetic and natural dyes most relevant to the industries under study. The results of the characterization of potential health effects reported by workers showed that the most frequently declared respiratory symptom was morning cough (30.3%), with 20% of workers reporting worsening at the workplace. At the dermal level, eczema was the most reported symptom (42.4%), with 57.1% of workers indicating worsening in the workplace. In companies B and C, high concentrations of PM10 and PM2.5 were observed, with peaks during dye weighing. The cell viability assays revealed that most synthetic dyes induced cytotoxicity in HaCaT and B16F10 cell lines (at concentrations of 500 μg/mL and 250 μg/mL), whereas in the 3T3-L1 line, synthetic dyes showed viability around 70% at all concentrations after 48 hours of exposure. Natural dyes exhibited higher cell viability rates (between 80%–100%) after 24 hours of exposure in HaCaT and 3T3-L1 cell lines. In the case of the B16F10 line, the cytotoxicity of both synthetic and natural dyes may represent a positive effect, due to the potential reduction in the proliferation of cancerous cells. In summary, this preliminary study suggests that workers experience respiratory and skin-related outcomes, as well as worsening of these conditions during dye handling, with no clear distinction observed between the effects associated with synthetic and natural dyes. Environmental monitoring demonstrated that dye handling constitutes a significant source of particle emissions, representing an aggravating factor in view of the potential inhalation and dermal toxicity of these dyes. Mitigating these potential risks should involve an integrated to ensure their safety and health, regardless of the origin of the dye used.
A Indústria Têxtil (IT) está associada a um elevado impacto ambiental, sendo a etapa de tingimento considerada um ponto crítico, devido às preocupações ambientais pela poluição gerada e aos potenciais efeitos adversos dos corantes sintéticos na saúde nos trabalhadores. A reintrodução de corantes naturais pode constituir uma alternativa face às restrições cada vez mais rigorosas impostas ao uso de corantes sintéticos. No entanto, o conhecimento dos seus potenciais efeitos para a saúde dos trabalhadores é ainda limitado, devido a escassez de investigação sobre o tema. O presente estudo visa aprofundar o conhecimento sobre os potenciais riscos associados à exposição dos trabalhadores a corantes sintéticos e naturais na IT. O estudo foi desenvolvido em 3 empresas (A, B e C), que figuram a realidade das indústrias de tingimento em Portugal. De forma a caracterizar os potenciais efeitos na saúde reportados pelos trabalhadores, foi aplicado um questionário a uma amostra de 33 profissionais do setor. Embora este estudo não inclua a avaliação da exposição ocupacional dos trabalhadores envolvidos, nas áreas de pesagem de corantes, foi realizada a monitorização ambiental de parâmetros físico químicos, com destaque para a quantificação de PM10 e PM2,5. Paralelamente procedeu-se à avaliação in vitro da viabilidade de linhagens celulares representativas da pele (HaCaT, 3T3-L1 e B16F10), expostas a classes de corantes sintéticos e naturais de maior relevância para as indústrias em estudo. Os resultados da caracterização dos potenciais efeitos na saúde reportados pelos trabalhadores demonstraram que o sintoma respiratório mais declarado foi a tosse matinal (30,3%), onde 20% dos trabalhadores referiram agravamento no local de trabalho. A nível dérmico, o eczema foi o sintoma mais referido (42.4%), onde 57.1% dos trabalhadores indicaram agravamento no local de trabalho. Nas empresas B e C, observaram-se concentrações elevadas de PM10 e PM2.5, com picos durante a pesagem dos corantes. Os ensaios de viabilidade celular revelaram que a maioria dos corantes sintéticos induziu citotoxicidade para as linhagens HaCaT e B16F10 (a concentrações de 500μg/mL e 250μg/mL) enquanto para linhagem 3T3-L1, os corantes sintéticos demonstraram uma viabilidade a rondar os 70% para todas as concentrações depois de 48h de exposição. Os corantes naturais apresentaram uma taxa de viabilidade celular maior (entre os 80%-100%), para tempos de exposição de 24h nas linhas celulares HaCaT e 3T3-L1. No caso da linhagem B16F10, a citotoxidade dos corantes sintéticos e naturais poderá traduzir-se um efeito positivo, pela potencial redução da proliferação de células cancerígenas. Este estudo preliminar sugere que os trabalhadores experienciam sintomas de natureza respiratória e cutânea, bem como o seu agravamento durante a manipulação de corantes, não se verificando uma distinção clara entre os efeitos associados a corantes sintéticos e naturais. A monitorização ambiental evidenciou que a tarefa de manipulação de corantes constitui uma fonte significativa de emissão de partículas, o que representa um fator agravante perante a potencial toxicidade destes corantes por via inalatória e dérmica. A mitigação destes possíveis riscos deve considerar uma abordagem integrada para garantir a segurança e saúde dos mesmos, independentemente da origem do corante utilizado.

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Textile industry Synthetic dyes Natural dyes Occupational exposure Health effects

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