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Orientador(es)
Resumo(s)
Diálogos Interculturais: Os Novos Rumos da Viagem é um título simultaneamente
ambíguo e claro, tão original e fértil em significados potenciais, como previsível e estéril
na forma como estes são tantas vezes explorados. O termo ‘intercultural’ proporciona
uma infinitude de interpretações e assim entrou na moda. A ‘interculturalidade’ evoca
uma reunião de autores de origens mais ou menos exóticas, com um passado colonial
nem sempre bem resolvido, de preferência com um nome invulgar e vestes a condizer.
De uma publicação ‘intercultural’, em autoria e conteúdo, espera-se que verse temas
polémicos e origine textos plenos de verbos modais. O termo ‘viagem’, esse então pode
abranger por definição todo o globo e mais além. Mas, no caso presente, trata-se d’A
Viagem, uma viagem com artigo definido e com Novos Rumos. Desenha-se uma tarefa
duplamente difícil, não só na ‘novidade’ que propõe, mas também na pesada herança
que uma edição portuguesa assim intitulada necessariamente recebe, tendo em conta
o passado histórico português, pleno de viagens pioneiras.
Impõe-se, logo à partida, uma definição conceptual. Diálogos Interculturais: Os Novos
Rumos da Viagem opera com um conceito de interculturalidade enquanto mobilidade,
trânsito, dinâmica entre culturas. Um conceito que justifica os movimentos de ida e
de volta, de partida e de chegada, de emissão e de recepção implícitos nos Diálogos
e na Viagem do título, e que convoca o auxílio da tradução cultural e da cartografia
epistemológica. Estudam-se as causas, as características e implicações da dinâmica
intercultural, em perpétuo movimento, sem fronteiras espaciais nem temporais, numa
tão perigosa quanto estimulante indefinição de limites. Compare-se, sem qualquer (des)
valorização ou hieraquia, a noção de ‘multiculturalidade’, enquanto espaço identificável,
delimitado, onde coabitam diferentes culturas. O espaço multicultural será consequência
do movimento intercultural e, como tal, será também aqui referido.
Qualquer discurso contemporâneo que verse a temática da interculturalidade insere-
-se numa realidade de novos destinos e de novos portos de chegada e de partida, que se
cruzam e interiorizam na normalidade das práticas quotidianas. O Portugal do século
XXI é um país em trânsito constante, de chegada e de partida, migrante, emigrante e
imigrante. Mas a viagem mais atribulada de Portugal, uma viagem que ainda ruma ao
desconhecido, continua a ser aquela que Portugal fez-faz-fará dentro de si próprio...
Descrição
Palavras-chave
Interculturalidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Grupo Editoral Vida Económica
