Publicação
Turismo ferroviário em Portugal nos anos trinta: os "comboios mistério" e os "expressos populares"
| dc.contributor.author | Ribeiro, Carla | |
| dc.contributor.author | Pereira, Maria da Conceição | |
| dc.date.accessioned | 2018-05-09T16:49:37Z | |
| dc.date.available | 2018-05-09T16:49:37Z | |
| dc.date.issued | 2015-06-25 | |
| dc.description.abstract | Com o advento da contemporaneidade, no mundo ocidental, tornou-se indiscutível a importância do turismo, desde logo a nível da economia, como também a nível do lazer, transformação social que, além de características culturais, foi também objeto de atenção política. Portugal comungou deste fenómeno, de uma forma geral tardiamente, em relação à maioria dos países europeus, por razões estruturais diversas. Embora tenha sido no século XX que a viagem turística sofreu, entre nós, um desenvolvimento sem precedentes, este investimento vinha fazendo-se sentir desde meados do século anterior, graças em grande parte ao alargamento da rede de caminhos-de-ferro nacional. As consequências em termos de turismo foram imediatas: por um lado, tornou acessível a um maior número de pessoas as viagens de lazer; por outro, os locais que passaram a ser considerados como destino dos turistas foram determinados pela própria rede de caminhos-de-ferro. A aposta no turismo interno, através da rede ferroviária, procurou alargar a rede de potenciais turistas nacionais através, em particular, de uma diversidade de tarifas especiais e outras promoções levadas a cabo pelas empresas de caminhos-de-ferro e divulgadas através da revista Gazeta dos Caminhos de Ferro. Tal foi especialmente evidente no período dos anos trinta, altura em que se assistiu à concorrência do automóvel, com índices de crescimento exponencial a partir da criação da Junta Autónoma das Estradas (1927), por um lado e, por outro, à subida generalizada dos preços (fruto ainda das consequências da I Guerra Mundial), o que causou a atribuição de sobretaxas, a pedido das empresas ferroviárias, quer no preço dos bilhetes vendidos, quer nas mercadorias transportadas. Esta comunicação focar-se-á, assim, em torno de duas iniciativas de incentivo às viagens ferroviárias turísticas, promovidas na Gazeta dos Caminhos de Ferro, como resposta a estas dificuldades: os “comboios mistério” e os "expressos populares", constituindo ambas formas de divulgação e utilização deste meio de transporte, permitindo um aumento das viagens turísticas e contribuindo para transformar o turismo numa indústria com cada vez maior peso na economia nacional. Procurar-se-á, pois, dar resposta a uma série de questões de investigação, que se passa a enumerar: Em que consistiam estas viagens dos “comboios mistério” e dos “expressos populares”? A que público(s)-alvo se destinavam? Quais os roteiros de viagens mais habituais/concorridos? Que pólos de atração turística se constituíram em consequência destas iniciativas? Que adaptações sofreu este modelo importado? Que correspondência existiu entre os objetivos traçados e as realizações efetivas? | pt_PT |
| dc.description.version | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | pt_PT |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.22/11570 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.peerreviewed | no | pt_PT |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | pt_PT |
| dc.subject | Turismo ferroviário | pt_PT |
| dc.subject | Estado Novo | pt_PT |
| dc.title | Turismo ferroviário em Portugal nos anos trinta: os "comboios mistério" e os "expressos populares" | pt_PT |
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| dspace.entity.type | Publication | |
| oaire.citation.conferencePlace | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa | pt_PT |
| rcaap.rights | openAccess | pt_PT |
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