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- Estudo da incorporação de efluentes industriais no processo de tratamento biológico de uma ETAR urbanaPublication . COELHO, DIOGO ANTÓNIO DA COSTA; Figueiredo, Sónia Adriana Ribeiro da Cunha; Caetano, Nídia Sá; Ramos, JoãoA presente dissertação teve como objetivo avaliar a viabilidade da incorporação de efluentes industriais no processo de tratamento biológico de uma ETAR urbana, nomeadamente a ETAR de Gaia Litoral, sob a gestão da empresa SIMDOURO. Este trabalho surge no contexto do crescente interesse em soluções de co-tratamento, que promovam a integração de efluentes industriais em sistemas de tratamento de águas residuais urbanas existentes, de forma a aumentar a eficiência global e sustentabilidade do setor. Foram estudadas três tipologias de efluentes: lixiviado de aterro em funcionamento há cerca de 10 anos, lixiviado de aterro com cerca de 26 anos e, inclusive, irá encerrar em breve (com duas amostras de diferentes concentrações) e efluente da indústria vinícola. Após a caracterização físico-química detalhada, foram realizados testes de biodegradabilidade, através de ensaios de respirometria manométrica, que permitiram determinar a carência bioquímica de oxigénio ao fim de 5 dias (CBO5) e a percentagem de biodegradabilidade das misturas de efluentes preparadas. Os resultados evidenciam variações significativas na biodegradabilidade das misturas de efluentes preparadas, fortemente condicionadas pela origem e concentração das amostras, pela proveniência do inóculo, pela carga orgânica envolvida e presença de compostos recalcitrantes e tóxicos. Verificou-se ainda que o aumento da percentagem de efluente industrial nas misturas conduziu, de forma progressiva, à inibição da atividade microbiana, refletindo-se numa redução da eficiência do processo biológico. Apesar das limitações, os resultados demonstram potencial para o co-tratamento de efluentes industriais com águas residuais urbanas, desde que em proporções controladas. Para o lixiviado mais recente , concentrações até 20% v/v mantiveram níveis aceitáveis de biodegradabilidade. Já para o lixiviado mais maduro, percentagens que não passem os 10% v/v mostraram-se mais adequadas. Por fim, o efluente vinícola destacou-se pelo bom desempenho, com elevada biodegradabilidade mesmo a 30% v/v. Embora não tenham sido cumpridos integralmente os critérios da OCDE, os dados obtidos revelaram um comportamento promissor em condições controladas.
- Patient doses in image-guided radiotherapy: status in Europe for cone-beam CT imaging in the pelvic regionPublication . Kansanoja, Toni; Brovchuk, Serhii; Vezirovic, Milana; Petrovic, Borislava; Amico, Antonio Giuseppe; Sapignoli, Sonia; Paiusco, Marta; Ferrari, Paolo; Sá, Ana Cravo; Dias, Anabela G.; Teles, Pedro; Siiskonen, TeemuOrgan absorbed doses in cone-beam CT (CBCT) imaging are often neglected in image-guided radiation therapy (IGRT). However, frequent imaging for patient positioning can result in significant and unrecorded additional radiation exposure. This study aims to evaluate organ doses from kV-CBCT and assess if they are optimized and how, in prostate and pelvic patient positioning protocols across Europe. Status of quality assurance in IGRT CBCT imaging is assessed in general. Data collected from a survey distributed across Europe on IGRT practices were compiled and analysed. A representative set of imaging protocols were simulated using Monte Carlo based ImpactMC software to assess mean absorbed doses in various organs in the International Commission on Radiological Protection (ICRP) standard phantom. Absorbed doses to red bone marrow were estimated with a three-parameter mass-energy absorption coefficient method. The simulations were validated against measurements with MOSFET detectors and radiochromic film. Simulated prostate absorbed doses ranged from 12 mGy to 34 mGy per imaged fraction for pelvic protocols, and 4 mGy to 26 mGy for prostate protocols. The selected length of the imaging region influenced doses to the femur and sacral red bone marrow. Overall, 74% of treatments involved positioning imaging at every fraction, indicating substantial cumulative doses from kV-CBCT imaging. Quality assurance was performed by 90% of responders, but good practice guides and national protocols do not exist. The results of this study suggest that clear guidelines and standardized protocols for CBCT imaging in IGRT are lacking. There is significant potential to optimize the patient doses resulting from imaging. Given that most clinics already perform regular quality assurance for imaging equipment, including dosimetry and positioning accuracy verification, establishing diagnostic reference levels for CBCT imaging in IGRT could help promote further dose optimization.
