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- Impulsividade, dependência das redes sociais e procrastinação académica em estudantes do ensino superior - análise multidimensional e moderação do tempo de utilizaçãoSilva, Inês Leão da; Oliveira, Luciana Gomes de; Lopes, Isabel Cristina da SilvaA utilização excessiva das redes sociais tornou-se um problema na vida académica dos estudantes do ensino superior, levantando preocupações quanto aos seus efeitos na autorregulação do comportamento, no desempenho académico e no adiamento de tarefas. Entre os comportamentos associados a este contexto digital destaca-se a procrastinação académica frequentemente relacionada com o uso problemático das tecnologias e com características individuais, como a impulsividade. No entanto, os mecanismos subjacentes a estas relações permanecem pouco consensuais, sobretudo porque envolvem diferentes domínios psicológicos. O presente estudo tem como objetivo analisar as relações entre a dependência das redes sociais, a impulsividade e a procrastinação académica em estudantes do ensino superior, bem como examinar o papel moderador do tempo despendido nas redes sociais na relação entre impulsividade e procrastinação académica. Para isso, foi conduzido um estudo quantitativo, com uma amostra de 235 estudantes do ensino superior. A análise dos dados foi realizada através da modelação de equações estruturais (PLS-SEM), recorrendo ao software SmartPLS, permitindo a avaliação do modelo de medição e do modelo estrutural. Os resultados indicam que a dependência das redes sociais está associada a níveis mais elevados de procrastinação académica, evidenciando que dificuldades no controlo do uso destas plataformas interferem negativamente com o comportamento académico. A impulsividade revelou um papel crucial na explicação da procrastinação, destacando-se a impulsividade de atenção como o principal preditor da procrastinação académica. Contudo, não se confirmou uma relação direta entre impulsividade e dependência das redes sociais, tendo esta ligação sido removida do modelo final. Já o tempo despendido nas redes sociais assumiu um papel moderador seletivo, intensificando a relação entre impulsividade de atenção e procrastinação académica. Os resultados contribuem para a compreensão dos mecanismos associados à procrastinação académica no contexto digital, sugerindo que intervemções futuras devem focar-se no desenvolvimento de competências de autorregulação e controlo de atenção, para além da simples imitação do tempo de uso das redes sociais.
