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- A canção no feminino: um ponto de partida para a criação de duetos para flauta transversalPublication . Costa, Mariana Rodrigues da; Alves, Ana Raquel de Oliveira Milheiro Lima; Mota, Joaquina; Botelho, DanielO presente Relatório de Estágio descreve o trabalho realizado ao longo do ano letivo de 2020/2021 na Academia de Música de Castelo de Paiva, no âmbito da unidade curricular Prática de Ensino Supervisionada. Como parte integrante deste relatório, foi desenvolvido um projeto de investigação que se centrou na criação de duetos para flauta transversal baseados na adaptação de canções para voz e piano de célebres compositoras, nomeadamente Fanny Mendelssohn, Clara Schumann, Cécile Chaminade e Amy Beach. Os duetos criados foram gravados e posteriormente disponibilizados a cinco professores e flautistas de referência nacional, que avaliaram o resultado desta adaptação e aferiram a potencialidade deste material ao nível da sua inclusão no ensino da flauta transversal. O feedback dado pelos professores avaliadores foi bastante positivo, tendo sido realçado o caráter inovador do trabalho, o seu contributo para o repertório flautístico e a pertinência da exploração da relação entre a voz e a flauta. Esta investigação poderá dar voz a um repertório menos reconhecido e, simultaneamente, contribuir para a valorização do papel da figura feminina como compositora.
- O Papel das práticas de gestão e desenvolvimento de RH na Inclusão de pessoas com deficiência e/ou incapacidade nas organizaçõesPublication . Coentrão, Daniela Maia; Martins, Dora Cristina MoreiraA nossa sociedade, apesar de toda a evolução, ainda não se encontra totalmente preparada para a inclusão das pessoas com deficiência e/ou incapacidade no mercado de trabalho. As políticas sociais de apoio à inclusão têm ajudado à inserção deste grupo minoritário, mas não à sua verdadeira inclusão nas Organizações. A própria Lei de Quotas é segregadora ao apenas incluir pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. As organizações do segundo setor não estão preparadas para receber estas pessoas; já as organizações do terceiro setor, as denominadas IPSS’s, fazem um trabalho diário incansável no acolhimento, acompanhamento e desenvolvimento das pessoas com deficiência e/ou incapacidade para que possam ter ferramentas necessárias para ingressar no mercado de trabalho. No entanto, a maioria destas pessoas não conseguem nenhuma oportunidade e quando conseguem encontram imensas dificuldades pelo caminho que acabam por sair das empresas porque estas não têm práticas de recursos humanos direcionadas para estas pessoas e, por isso, não as conseguem reter. É aqui que os profissionais de Recursos Humanos têm um importante papel na verdadeira inclusão das pessoas com deficiência e/ou incapacidade, ao criarem práticas diferenciadoras com o objetivo da inclusão destas pessoas nas organizações, que é o que não existe. Ao criarmos práticas inclusivas nas Organizações, estamos também a incluir estas pessoas na sociedade, pois sem emprego elas são colocadas à margem e não conseguem desempenhar os seus restantes papéis na sociedade porque vivem dependentes de terceiros. Esta dissertação privilegia a metodologia qualitativa, com recurso ao estudo de caso. Foram estudadas duas organizações com experiência na inclusão de pessoas com incapacidade ou deficiência, tendo sido realizado um total de 16 entrevistas. Os resultados mostram que as IPSS’s estão muito mais preparadas para receberem pessoas com deficiência e/ou incapacidade do que empresas do setor privado. O trabalho realizado pelas associações que apoiam este grupo minoritário parecem ter um grande impacto no desenvolvimento e na satisfação das pessoas com deficiência porque, para além de lhes abrirem portas para o mercado de trabalho, fazem com que elas se sintam úteis e independentes. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer no que toca a mudança de mentalidades, aceitação das diferenças como um potencial e não como um entrave e improdutividade e também relativamente às práticas de gestão e desenvolvimento de RH, pois não existem práticas diretamente para estas pessoas e as que existem estão muito mais direcionadas para o recrutamento e seleção e acolhimento e integração mas ainda existe nada relativamente à formação, desenvolvimento, gestão de carreiras e avaliação de desempenho. Outro aspeto que é importante destacar é que os profissionais de Recursos Humanos não têm ainda noção do importante papel que têm na inclusão de pessoas com deficiência e/ou incapacidade e ainda é muito necessário e urgente desenvolver práticas de gestão e desenvolvimento de recursos humanos para estas pessoas.
