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- O papel da dívida obrigacionista nas empresas do PSI-20Publication . Coelho, Rui Miguel Neves; Silva, Armando Mendes Jorge Nogueira daEste trabalho teve como objetivo compreender o papel, enquanto forma de financiamento, da emissão de títulos obrigacionistas pelas empresas do Portuguese Stock Índex (PSI-20). Sendo o crédito bancário a principal fonte de recurso de capital alheio das empresas portuguesas, apontada pelos Inquéritos de Conjuntura ao Investimento (ICI) do Instituto Nacional de Estatística (INE), de 2009 a 2018, analisamos a evolução da estrutura de financiamento das empresas nacionais. Por contraponto, analisamos também os Relatórios Sobre os Mercados e Valores Mobiliários da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), para o mesmo período temporal, no que se refere ao número de emissões obrigacionistas efetuadas pelas empresas nacionais em Portugal. Segundo Valeiro (2016) o financiamento obrigacionista, nas empresas do PSI-20, não é uma moda ou algo passageiro. Em meados de 2008, instalou-se o pânico no mercado monetário interbancário, a falência do Lehman Brothers agravou em muito o receio das instituições de crédito, o que gerou uma escassez de liquidez. Apesar de não nos ser possível determinar uma relação causa e efeito, a partir desta data, foi possível ver grande parte das maiores empresas recorrer ao financiamento obrigacionista. O peso relativo da dívida obrigacionista foi-se consolidando cada vez mais sendo a principal fonte de capital alheio das empresas do PSI-20. Por análise da totalidade das emissões obrigacionistas das empresas constituintes da amostra, foi-nos possível apurar as suas determinantes e definir um padrão, ou seja, verificou-se que as emissões “públicas” apresentam uma maturidade média de 8 anos e taxa de cupão média de 2,833%. Foi-nos possível ainda confirmar que, face a esta tendência e no que respeita às empresas do PSI-20, estamos perante um mercado bancário onde deixamos de ter bancos enquanto agentes disponibilizadores de fundos e passamos a ter bancos enquanto agentes prestadores de serviços no acesso a fundos.
- Estruturação do modelo de gestão de uma nova unidade de produção do setor automóvelPublication . Campos, Lara Patrícia Lopes; Silva, Francisco José Gomes da; Ramos, Sandra Cristina de Faria; Ferreira, Luís Carlos Ramos Nunes PintoA produção automóvel está incorporada numa indústria em constante desenvolvimento e, como tal, as entidades que fornecem componentes para esta indústria necessitam de acompanhar os avanços tecnológicos, desenvolvendo sistemas inovadores que permitam otimizar os processos de fabrico associados. A dissertação aqui apresentada, foi realizada em contexto industrial na empresa Fico Cables, no departamento de Supply Chain. O problema abordado consistiu na definição da estratégia industrial a adotar, perante a necessidade de implantação de uma nova unidade fabril. O foco do projeto está associado à elaboração do layout fabril da nova nave industrial, otimizando assim os fluxos de material existentes e restruturando as áreas de fabrico. Para tal, avaliou-se a estrutura inicial da empresa, analisando cada área de fabrico, ao nível de produtos, processos de fabrico, número de equipamentos, fluxos, tanto entre as diferentes áreas como os fluxos internos dentro de cada uma dessas áreas de fabrico. Para a elaboração do layout final, recorreu-se ao suporte de duas ferramentas, nomeadamente, o Systematic Layout Planning, para desenvolver várias alternativas de layout, e o Analytic Hirarhic Process, uma ferramenta de análise multicritério baseada em dados numéricos, a qual permitiu selecionar a melhor alternativa apresentada. Esta última, consiste na comparação das diferentes alternativas, de acordo com os critérios definidos. Os critérios selecionados pela administração da empresa, consistiram na minimização dos fluxos, contribuindo assim para um aumento de produtividade, menores custos de transferência de equipamentos e maximização da flexibilidade, ou seja, otimizar os layouts das áreas de fabrico, permitindo a libertação de espaços para futuras expansões. Assim, definiu-se a estratégia a aplicar e procedeu-se à transferência dos equipamentos, avaliando as suas restrições/limitações. Com a implantação desta estratégia, os ganhos foram visíveis em vários aspetos, nomeadamente, minimização de transportes, distâncias e tempos associados aos fluxos de materiais, correspondendo a uma redução de cerca de 23% em relação aos fluxos iniciais, bem como à maximização e melhoria das áreas produtivas, eliminando algumas áreas alugadas, o que induziu uma redução de 50% de custos neste aspeto. De salientar que durante a fase de implantação, a empresa adotou estratégias que contribuíram para a redução do investimento estimado em 10%.
