Percorrer por autor "Teixeira, Ana Filipa Duarte"
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- Estudo da satisfação laboral dos Terapeutas Ocupacionais das equipas comunitárias de saúde mental dos serviços locais de saúde mental em PortugalPublication . Teixeira, Ana Filipa Duarte; Sousa, Sara de; Pereira, SusanaA satisfação laboral tem influência na qualidade dos cuidados de saúde prestados, nomeadamente dos terapeutas ocupacionais. Em Portugal, de acordo com a reorganização implementada na saúde mental em 2021, surgem as Equipas Comunitárias de Saúde Mental (ECSM). Na literatura não foram encontrados estudos que analisem a satisfação laboral e o bem-estar dos terapeutas ocupacionais nestas equipas. Analisar a satisfação laboral e o bem-estar dos terapeutas ocupacionais nas ECSM dos Serviços Locais de Saúde Mental (SLSM) em Portugal. Foi realizado um estudo misto uma vez que recorre a metodologia quantitativa, com um estudo observacional analítico com os instrumentos: Job Satisfaction Survey (JSS) e Warwick-Edinburgh Mental Well-Being Scale (WEMWBS) e metodologia qualitativa, através de um estudo exploratório com recurso a focus group. A amostra incluiu vinte e oito participantes, recrutados de forma não probabilística por conveniência. Os resultados do JSS demonstraram um nível intermédio de satisfação laboral. A remuneração, promoção e benefícios foram as dimensões com menor nível de satisfação. As mais elevadas foram a supervisão, natureza do trabalho e colegas de equipa. O WEMWBS revelou um nível de bem-estar mental moderado. A correlação entre o domínio natureza do trabalho e o bem-estar mental foi positiva de forma significativa estatisticamente, ou seja, o significado dado às tarefas que desempenham é um determinante positivo para o bem-estar mental dos terapeutas ocupacionais. Dos dados qualitativos foi notória a heterogeneidade da satisfação dos terapeutas de acordo com as diferentes Unidades Locais de Saúde, particularmente ao nível da valorização profissional. A necessidade de formação face à falta de conhecimento sentida sobre o conteúdo funcional da profissão entre colegas e a escassez de recursos e de espaços adequados para a intervenção são referidos de forma consensual, como barreiras para a prática dos profissionais. Os participantes apresentaram níveis de satisfação laboral e de bem-estar mental moderados. No entanto, as dificuldades descritas nos focus group realizados, tal como a falta de recursos, de reconhecimento e valorização profissional, bem como a necessidade de formação especializada, podem comprometer a qualidade e a eficácia das equipas na sua generalidade.
