Percorrer por autor "Soares, Joana Gonçalves Rocha"
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- Comportamento do centro de pressão durante a realização do gesto de alcance em bebés com e sem plagiocefalia – Estudo observacional transversalPublication . Soares, Joana Gonçalves Rocha; Silva, Cláudia; Ferreira, Joana; Pereira, SoraiaA presença de deformidades cranianas em idades precoces tem sido frequente nos últimos anos, contudo a literatura não explana qual a relação destas e o controlo postural. Posto isto, o presente estudo tem como principal objetivo compreender relação entre a presença de deformidades cranianas e o comportamento do controlo postural em bebés de 4 e 6 meses. Foi ainda objetivo, estudar a relação entre as deformidades cranianas e o desenvolvimento sensoriomotor, avaliado através da Escala Motora Infantil de Alberta. Estudo analítico observacional transversal, no qual se recorreu à análise do comportamento do centro de pressão em 22 bebés (7 com deformidades cranianas e 15 sem deformidades cranianas), entre os 4 e os 6 meses de idade, durante a realização do gesto de alcance em decúbito dorsal. Os dados foram recolhidos com recurso a uma plataforma de forças e ao sistema de aquisição de imagem Qualisys. Foram analisadas variáveis do comportamento do centro de pressão (CoP), especificamente valores máximos pico a pico, valores médios pico a pico, desvio padrão, root mean square, área total, distância média do deslocamento e velocidade média, nas direções cefalocaudal e mediolateral. Utilizou-se, ainda, dois instrumentos de avaliação: Escala de Severidade da Plagiocefalia de Atlanta e Escala Motora Infantil de Alberta (EMIA). Todas as variáveis foram estatisticamente tratadas pelo software Statistical Package For The Social Sciences versão 29, assumindo-se um intervalo de confiança de 95% e um nível de significância de α=0,05. Todas as variáveis apresentaram valores superiores no grupo de crianças com deformidades cranianas comparativamente com o grupo sem deformidades cranianas : observaram-se diferenças significativas entre os grupos, nas variáveis Root Mean Square na direção mediolateral e Desvio-Padrão na direção mediolateral (p=0,039 e p=0,039, respetivamente). O grupo de bebés sem deformidade evidenciou um score da EMIA significativamente superior ao grupo com deformidade (p< 0,001). Este estudo permitiu concluir que parece existir uma relação entre a presença de deformidades cranianas em bebés de 4 e 6 meses e o comportamento do CoP, expresso por mecanismos menos eficientes, bem como em relação ao desenvolvimento sensóriomotor.
