Percorrer por autor "Silva, Antonio Pedro Meixedo Santos"
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- Estudo da influência de um sistema HHO no desempenho de um motor de combustão internaPublication . Silva, Antonio Pedro Meixedo Santos; Ferreira, Fernando JoséCom a exagerada dependência dos combustíveis fósseis que são finitos, necessitamos de alternativas energéticas que possam ser utilizados. Mas enquanto essas alternativas não chegam (o tempo de maturação é bastante longo) pode ser feita uma outra abordagem no sentido da redução do consumo nos sistemas de propulsão já existentes (como exemplo os motores a gasolina) fazendo com que seja necessário menos combustível ou pelo aumento da sua eficiência. Pela, dir-se-ia excessiva, dependência que fomos criando no uso dos combustíveis fósseis, estes são por excelência os que mais poderão afetar o futuro do planeta, por um lado pela dependência, mas por outro pela poluição imensa que o seu uso provoca. Há vários anos que existem diversos projetos de aplicação de outros tipos de energia como por exemplo a solar, a eólica, a mare motriz, o gás natural (fóssil) e o hidrogénio. Alguns deles têm já um período de gestação muito longo e estão, por isso, em utilização com resultados expressivos. Outros ainda não foram postos em prática apesar dos avanços que já existem. Todos sabemos que estas novas fontes de energia, consideradas renováveis, levarão muito tempo para substituir as já existentes, sobretudo pelo elevado custo de substituição de todos os sistemas e equipamentos instalados. Enquanto este processo avança, é importante gastar menos e melhor a energia das fontes não renováveis. O aumento da eficiência dos motores de combustão interna é fulcral nesta fase e é perseguido pelos construtores de motores. O hidrogénio contido na molécula de água é o que vai ser alvo deste estudo. O uso do hidrogénio (contido na água) como combustível tem vindo a ganhar interesse desde há algumas décadas e existem ensaios um pouco por todo o mundo (a internet permite-nos conhecê-los com facilidade) mas, por não ter encontrado estudo científico que os valide, apresenta-se este trabalho. O facto de o hidrogénio ter uma capacidade calorifica muito grande, cerca de 4 vezes superior ao da gasolina, faz com que se deseje o seu uso. Por outro lado, o perigo de explosão está sempre patente. Mas este perigo reside no armazenamento do hidrogénio e não no seu uso. O objeto deste trabalho é testar um sistema (aparelho) que produz uma pequena quantidade de hidrogénio ou melhor que separa o hidrogénio do oxigénio, fazendo que esses dois gases sejam introduzidos na admissão do motor de combustão interna, montado num banco de ensaio, e analisar os ganhos que são apregoados pelo fabricante desse mesmo aparelho. O aparelho é ligado ao sistema elétrico do automóvel e o resultado da eletrolise (que serão moléculas de hidrogénio e oxigénio) vai ser misturada no ar de admissão. Pretende-se validar se a inclusão destes gases diretamente na admissão vão fazer com que o motor consuma menos gasolina. O motor está ligado a um banco de potência para que se possa variar as condições de carga e desta forma obter o máximo de resultados com variações de rotação e de carga de acelerador. Foram feitos testes exaustivos com diferentes combinações tendo sempre o cuidado de afastar o fator humano dos resultados. A conclusão a que se chega é que o sistema HHO não promove uma melhora o desempenho dos motores no que respeita à redução dos consumos de combustível fóssil.
