Percorrer por autor "Rocha, Beatriz Madeira Dias da"
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- Desenvolvimento de Couro Alternativo BiodegradávelPublication . Rocha, Beatriz Madeira Dias da; Garrido, Ermelinda Manuela Pinto JesusNuma sociedade habituada ao facto de permanecer em constante evolução, novos comportamentos, hábitos e práticas podem tornar-se nocivas para o planeta Terra, assim como para todos os que o habitam. De modo a corresponder a estas carências criadas por diversas ações externas, são várias as empresas que se esforçam atualmente com vista a criar tecnologias e produtos capazes de corresponder da melhor forma a estas novas necessidades. O couro natural, para além ser obtido através de pele animal, utiliza na sua produção químicos tóxicos, quantidades elevadas de água e energia. O couro artificial, por sua vez, é obtido a partir de polímeros e, apesar de não utilizar pele animal e não ter um processo de produção tão poluente para o planeta, utiliza recursos fósseis e, portanto, recursos finitos. Com vista à sustentabilidade, tanto o couro natural como o couro artificial devem ser substituídos nas suas matérias-primas ou nos processos através dos quais são obtidos, por processos e matérias-primas mais sustentáveis e responsáveis para o ambiente. Neste trabalho irá ser analisada a substituição no couro artificial de diferentes matérias primas, como fibras naturais, recicláveis e biodegradáveis, maioritariamente provenientes de origem vegetal. Como ponto de partida, iniciou-se este estudo com um couro alternativo resultante da dissertação desenvolvida no ano transato, que tem como principais constituintes PVC, resíduos provenientes da indústria da castanha como carga, um plastificante 100% baseado em Óleo de Soja, e um suporte de algodão biológico. Este produto apresenta 57% (valor teórico) de constituintes vegetais. Na Fase I, deste trabalho, adicionou-se uma nova carga – casca de arroz micronizada – à carga já existente no artigo desenvolvido anteriormente, o que resultou numa percentagem de componentes vegetais teóricos de 64%. Para a Fase II, substituiu-se parcialmente o PVC por caroço de azeitona micronizado (35 partes de caroço de azeitona em 65 partes de PVC), tendo se obtido um total de componentes vegetais teóricos de 72%. A última fase, Fase III, teve como objetivo substituir os retardantes de chama do produto inicial por retardantes de chama mais sustentáveis. Assim, o produto resultante da Fase III apresenta uma percentagem de componentes vegetais e/ou sustentáveis de 74%. É de realçar o facto de que este produto assegura todas as propriedades físico-mecânicas correspondestes aos requisitos mínimos exigidos para aplicação em estofos. Paralelamente, foi realizada também uma análise da biodegradação, sendo o Produto 0.1, constituído por um filme convencional e suporte algodão biológico, enquanto todos os restantes produtos eram constituídos pelo filme do produto de partida, apenas diferenciando-se no tipo de suporte utilizado: Produto 0.2, composto por suporte de algodão biológico; Produto 0.3, sem qualquer tipo de suporte; e o Produto 0.4, constituído por suporte de algodão não biológico. Após o ensaio de biodegradação e análise das percentagens de perda de massa, obtiveram-se 19,8% para o Produto 0.1, 18,9% para o Produto 0.2, 12,3% para o Produto 0.3 e 13,7% para o Produto 0.4. Foi possível observar uma competição entre o processo de biodegradação do filme e a base de algodão biológico, tendo-se verificado que o Produto 0.3, com suporte de algodão biológico tem um incremento de 5,2% na percentagem de biodegradação, relativamente ao produto com suporte de algodão não biológico. As análises termogravimétricas sugerem que o Produto 0.1 após biodegradação se torna mais resistente à degradação térmica. Os valores obtidos para Tonset pré e pós biodegradação dos Produtos 0.2 e 0.3 demonstram que ambos os produtos se tornam termicamente mais instáveis após serem submetidos ao processo de biodegradação.
