Percorrer por autor "Ribeiro, Filipa"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Estudo experimental das doses por Tomografia Computorizada de Feixe Cónico em radioterapiaPublication . Bonito, André Filipe Anastácio; Sá, Ana Cravo; Ribeiro, Filipa; Campos, Guilherme; Moreno, Lília; Costa, Maria Jesus; Pontes, Miguel; Fernandes, Paulo; Di Maria, SalvatoreA Tomografia Computorizada por Feixe Cónico (TCFC) é usada para verificação dos tratamentos em radioterapia (RT). Contudo, a sua utilização implica uma dose adicional de radiação para o doente o que poderá potenciar preocupações sobre os efeitos tecidulares a longo prazo [1-4]. Objetivos: Pretende-se, avaliar as doses absorvidas por TCFC nos protocolos de cabeça, tórax e pélvico e entre três instituições visando a otimização da exposição do doente à radiação ionizante. Na revisão sistemática de literatura, utilizaram-se 73 fontes científicas. Posteriormente, realizaram-se medições nas instituições para os diferentes protocolos utilizados com recurso a um fantoma e duas câmaras de ionização. Para análise e comparação dos dados utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 29.0.2.0. Os resultados obtidos mostram que as doses nos protocolos pélvicos apresentam maior variabilidade entre as instituições (p=0.01), embora não se verifiquem diferenças significativas nas doses entre as duas câmaras de ionização. O protocolo pélvico demonstra ser o protocolo com maior dose nas três instituições (ẋ=14.45 mGye 𝞼= 2.883 mGy) contrariamente ao protocolo de cabeça (ẋ= 2.25 mGy e 𝞼= 0.997 mGy). Adicionalmente, observam-se diferenças nos parâmetros de aquisição de TCFC entre instituições para o mesmo protocolo sobretudo no valor de miliampere segundo (mAs)[5,6]. A variação dos parâmetros de aquisição entre instituições para o mesmo protocolo, especialmente nos valores de mAs, explica a divergência dos resultados obtidos. O estudo mostra que o protocolo pélvico apresenta uma grande dose e variabilidade entre instituições podendo esta variação ser explicada pela utilização de diferentes parâmetros de aquisição em cada instituição. Neste sentido, serácrucial realizar esta análise de dose para avaliar com exatidão as doses de TCFC em RT [5,6].
- Inclusão na rotina do doseamento da hormona Anti-Mulleriana para avaliação da fertilidade: Revisão SistemáticaPublication . Ribeiro, Filipa; Lamas, Maria Céu; Farinha, Rui; Gomes, Diana; Mota, Sandra; Amorim, ManuelaA hormona Anti-Mulleriana (AMH) é atualmente conhecida como capaz de traduzir a reserva ovárica e a qualidade dos oócitos. A degradação dos oócitos é bastante comum quando a mulher tem comportamentos de risco que influenciem negativamente a fertilidade, como os hábitos tabágicos. A fertilidade é muito influenciada por este hábito, traduzindo-se numa degradação gradual e exacerbada dos oócitos. Por existir uma iniciação ao consumo de tabaco cada vez mais cedo, os danos causados poderão ser visíveis em idade inferior ao esperado, sendo, por isso, necessário rastrear regularmente possíveis alterações do ciclo reprodutivo da mulher. Sistematizar conhecimento sobre a AMH, apoiando o seu reconhecimento como biomarcador confiável para a tradução do estado da reserva ovárica e sua qualidade. Elucidar a possibilidade de ser benéfico para a mulher que o doseamento da hormona AMH seja feito precocemente, nomeadamente em casos onde a idade média de início de consumo tabágico foi prematura. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, segundo a metodologia PRISMA, usando os termos MESH: assisted reproductive techniques, smoking, fertility e anti-mullerian hormone. A recolha de artigos foi realizada na base de dados Pubmed, entre 01/01/2000-31/7/2023. De acordo com os critérios de inclusão e exclusão, foram elegíveis 12 artigos científicos. Os estudos são consistentes em relação ao papel da AMH na fertilidade, considerando-o um biomarcador importante na prevenção da infertilidade. Apoiam que a AMH é um bom preditor da menopausa precoce e evidenciam ainda a existência de uma relação entre o consumo de tabaco e uma diminuição da reserva ovárica. Existem evidências que contribuem para uma possível relação benéfica com a introdução do doseamento da AMH nas análises laboratoriais de rotina, dado que quanto mais precocemente forem detetadas patologias associadas aos oócitos, maior é a probabilidade de sucesso nos tratamentos medicamente assistidos ou nas técnicas de criopreservação.
