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- Associação entre a prática de Pilates, o índice de massa corporal e a literacia sobre a incontinência urinária em mulheresPublication . Ribeiro, Andrea; Rebelo, Bruna; Ferreira, Diana; Pereira, Lívia; Lopes, Fátima; Oliveira, Patrícia; Xavier, Sílvia; Macedo, CarlaA incontinência urinária (IU) é uma condição comum nas mulheres, associada à fraqueza dos músculos do pavimento pélvico e com impacto negativo na qualidade de vida. A prática regular de Pilates é uma estratégia não invasiva complementar à fisioterapia, com potencial para melhorar o controlo de peso, reduzir os sintomas de IU e promover a literacia em saúde. Contudo, são ainda escassos os estudos que exploram esta última dimensão. Avaliar se a prática de Pilates em mulheres adultas se associa a diferenças significativas no índice de massa corporal (IMC), na literacia sobre IU e na presença de sintomas de perda urinária. Estudo observacional transversal com 62 mulheres residentes no norte de Portugal, divididas em praticantes de Pilates (n=32) e não praticantes (n=30). A idade média foi de 42,5 ± 7,8 anos no grupo de Pilates e 44,1 ± 8,2 anos no grupo controlo. As praticantes realizavam Pilates em grupo, duas vezes por semana, há pelo menos seis meses. Os dados recolhidos incluíram variáveis sociodemográficas, clínicas e o Ǫuiz de Incontinência (ǪI), A normalidade dos grupos foi verificada com testes de Kolmogorov-Smirnov e a análise estatística foi realizada no SPSS v25, com significância definida para p<0,05. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto ao peso, IMC e IMC codificado (p<0,05), com valores mais baixos no grupo praticante de Pilates. Não se verificaram diferenças significativas no score total do ǪI (p=0,117), sugerindo ausência de impacto na literacia sobre IU. A prevalência de IU foi inferior nas praticantes, embora sem significância estatística (p=0,055). As situações de perda de urina diferiram significativamente entre os grupos (p=0,000), sendo mais comuns durante esforços intensos nas não praticantes. A prática regular de Pilates associa-se a menor IMC e menor prevalência de sintomas de IU, mas não a uma melhoria significativa da literacia sobre esta condição. A interpretação destes dados deve ter em conta possíveis fatores de confusão não controlados, como menopausa ou paridade. Estudos longitudinais e com maior detalhe sobre o impacto cognitivo e informativo do Pilates são necessários para clarificar o seu papel na literacia em saúde.
- Atitudes e competências em sustentabilidade na FisioterapiaPublication . Ribeiro, Andrea; Martins, Maria; Venâncio, João PauloA integração da sustentabilidade no ensino da fisioterapia constitui uma resposta urgente aos desafios da saúde planetária e da responsabilidade social dos profissionais de saúde. Contudo, permanece limitada a investigação sobre o nível de preparação dos estudantes nesta área. Este estudo teve como objetivo explorar atitudes, competências percebidas, comportamentos e barreiras relativamente à sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior em Portugal. Foi aplicado um questionário online, intitulado Atitudes e competências em sustentabilidade em Fisioterapia a 113 estudantes (idade média = 22 anos; 60,2% do género feminino), de todos os anos curriculares, de uma escola de ensino superior na Licenciatura em Fisioterapia. O mesmo foi previamente aprovado pela comissão de ética da mesma instituição com o parecer 2025/05-06. Apenas 13,3% referiram ter recebido formação prévia em sustentabilidade ou saúde ambiental. A maioria reconhece a ligação entre alterações ambientais e saúde (81,4%), considera importante a inclusão do tema nos planos curriculares (67,3%) e adota comportamentos sustentáveis, como a redução de materiais descartáveis (61,9%). No entanto, foram identificadas barreiras como a falta de formação (49,6%) e o apoio institucional limitado (44,2%). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre géneros nas secções “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4, p=0,010) e “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1, p=0,011), indicando perceções diferenciadas nestas dimensões. A comparação entre estudantes com e sem formação prévia não revelou diferenças significativas em termos de conhecimento percebido (t(111) = -0,577; p=0,565), sugerindo uma fragilidade na profundidade ou eficácia da formação existente. Os resultados revelam uma atitude globalmente favorável à integração da sustentabilidade na fisioterapia, mas também uma lacuna formativa e institucional que dificulta a sua concretização prática. Este estudo reforça a necessidade de estratégias educativas mais consistentes e interdisciplinares, capazes de capacitar futuros fisioterapeutas para uma prática crítica, ambientalmente responsável e orientada para a saúde planetária.
- Educação ilustrada vs Fisioterapia clássica no ensino de boas posturas em criançasPublication . Ribeiro, Andrea; Bonfanti, Mathieu; Cheuzeville, Benjamin; Delys, Marylou; Planes, LéoA educação postural precoce pode prevenir problemas músculo-esqueléticos, mas permanece incerta a modalidade pedagógica mais eficaz em contexto escolar. Comparar o impacto de uma intervenção enquadrada por um fisioterapeuta (FT) versus um suporte ilustrado (IL) na aquisição de conhecimentos posturais em crianças dos 8–12 anos. Metodologia: Estudo quase-experimental, de dois braços paralelos, não randomizado, com alocação por turmas em duas escolas (amostragem por conveniência). Participaram n=37 alunos (IK n=21; IL n=16), incluídos mediante consentimento dos encarregados de educação. O protocolo integrou três sessões presenciais com intervalo semanal (postura sentada; postura de pé; transporte de carga/saco e sono) e cinco momentos de avaliação por autoquestionário. O desfecho primário foi um score 0–10, composto por 10 itens agregados em três domínios: sentada (3), de pé (3) e SOS—saco, objeto e sono (4). Foi aplicado plano estatístico apropriado à distribuição (α=0,05). O questionário final foi aplicado várias semanas após a última sessão, permitindo estimar retenção de curto prazo. Resultados: Ambos os grupos melhoraram o score global (ganho médio +2,19 pontos). Entre grupos, o score final favoreceu IK (U=248, p=0,008; d=0,476), tal como o domínio SOS (p=0,017; d=0,375). Intragrupos, observaram-se melhorias significativas no score global (IK: t=5,108; p<0,001; IL: t=4,10; p<0,001) e nos domínios sentada e SOS; de pé não apresentou mudanças significativas (IK p=0,062; IL p=0,803).Os dois métodos de ensino explorados neste estudo são de interesse definitivo. De um modo geral, a intervenção de um profissional de saúde parece ser mais adequada para incentivar a aprendizagem prática, enquanto o apoio ilustrado é uma alternativa complementar, acessível em contexto escolar. No entanto, os efeitos positivos dos conhecimentos adquiridos e dos hábitos posturais observados neste estudo não podem ser generalizados a toda a população devido ao fraco poder do estudo e ao elevado risco de enviesamento. Futuras investigações devem incluir amostras maiores, medidas objetivas e determinantes psicossociais.
- O efeito do exercício terapêutico em grupo na qualidade de vida de mulheres com incontinência urinária de esforçoPublication . Macedo, Carla; Martins, Maria; Ribeiro, AndreaA incontinência urinária de esforço (IUE) afeta significativamente a qualidade de vida (ǪdV) de milhões de mulheres em todo o mundo, sendo associada a estigma, isolamento social e impacto funcional. O exercício terapêutico (ET) dos músculos do pavimento pélvico (MPP) constitui uma abordagem não invasiva recomendada como primeira linha de intervenção. Contudo, a evidência sobre os efeitos do ET em grupo na ǪdV ainda é limitada. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito de um programa de ET em grupo na ǪdV de mulheres com diagnóstico de IUE. Trata-se de um estudo quasi-experimental no qual participaram 60 mulheres com diagnóstico de IUE, distribuídas em grupo experimental (n=30) e grupo controlo (n=30). O grupo experimental integrou um programa de ET durante 10 semanas, com frequência bissemanal. A ǪdV foi avaliada antes e após a intervenção através da Escala Ditrovie-10, que analisa as dimensões de atividades, autoimagem, impacto emocional, sono, bem-estar e perceção global de ǪdV. Os resultados mostraram uma melhoria estatisticamente significativa no grupo experimental em todas as dimensões da escala (p<0,001). A pontuação média global diminuiu de 2,3±1,1 para 1,7±0,7 (Δ = -0,6 pontos), com um tamanho do efeito elevado (d de Cohen = 0,9). Em contraste, o grupo controlo manteve valores estáveis ou agravados, como na dimensão de ǪdV global, que aumentou de 2,4±1,0 para 2,7±0,9. Conclui-se que o ET em grupo é uma estratégia eficaz e viável para melhorar a ǪdV de mulheres com IUE, com benefícios não apenas físicos, mas também psicossociais. Além de promover a função dos MPP, a dinâmica de grupo pode ter contribuído para maior motivação, adesão e suporte entre as participantes. Estes dados reforçam a importância da implementação de programas de reabilitação baseados em exercício em contextos comunitários, acessíveis e supervisionados por fisioterapeutas. Futuros estudos devem incluir amostras maiores, avaliação objetiva da força muscular (ex.: perineometria) e follow-up a longo prazo para analisar a manutenção dos ganhos. Este estudo reforça o papel central do ET na gestão da IUE e a necessidade de abordagens que integrem dimensão técnica, educativa e relacional.
- Efetividade da reabilitação respiratória domiciliar no COVID longo – um estudo de casoPublication . Sousa, João; Lumini, José; Ribeiro, AndreaNa maioria dos casos mais graves de COVID-19 foram identificados sintomas e comorbilidades importantes até 6 meses após alta hospitalar, designando-se estes como COVID Longo. De forma a reduzir os sintomas, melhorar as capacidades e qualidade de vida destes pacientes, é indicada a realização de um programa de reabilitação respiratória, que devido à saturação dos serviços existentes e/ou longas listas de espera, é efetuada em contexto domiciliar, sendo uma solução sustentável a longo prazo, permitindo assim uma intervenção mais precoce junto destes pacientes. Aplicação de um programa de reabilitação respiratória, durante 3 meses em contexto domiciliar a um paciente com COVID Longo, composto por exercícios aeróbios, fortalecimento muscular, exercícios respiratórios, educação terapêutica e plano complementar de tratamento. De forma a compreender o impacto deste programa, avaliou-se a dispneia, ansiedade e depressão, capacidade funcional, capacidade aeróbia e qualidade de vida, em três momentos do programa de reabilitação (inicial, intermédia e final). Tanto na avaliação intermédia como na avaliação final, foram encontradas melhorias na qualidade de vida (total-81,46/26,16%; sintomas-85,71/33,48%; atividades-92,51/42,40%; impacto-73,83/14,59%), indicadores de ansiedade e depressão (A-19/7; D-17/5), dispneia (mMRC-4/1; EBM comer/beber-4/0,5; tomar banho-8/3), capacidade aeróbia (distância 107/267m; SaO2 final 87/94%; dispneia final 8/4) e capacidade funcional (9/14 repetições). A reabilitação respiratória realizada em contexto domiciliar parece ter tido um impacto positivo no paciente em estudo, uma vez que este apresentou melhorias ao nível da qualidade de vida, ansiedade e depressão, dispneia, capacidade aeróbia e capacidade funcional.
- Fisioterapia vs. Terapêuticas Farmacológicas na Oncologia Paliativa: síntese comparativa por sintomaPublication . Ribeiro, Andrea; Sousa, João; Pacheco, GilvanEm cuidados paliativos oncológicos, o controlo sintomático exige integrar intervenções não farmacológicas e farmacológicas. Persistem dúvidas sobre o que priorizar por sintoma, em particular na fadiga, dor e dispneia. Sintetizar a evidência comparativa entre fisioterapia e terapêuticas farmacológicas em doentes com cancro avançado, identificando ganhos clínicos por domínio sintomático e prioridades de investigação. Revisão narrativa baseada em pesquisa estruturada de estudos comparativos e revisões (ECA, meta‑análises e observacionais) sobre fadiga, dor, dispneia e qualidade de vida, com extração de tipo de intervenção, magnitude do efeito, segurança e implicações práticas. A fisioterapia (exercício doseado/progressivo, treino respiratório, TENS, massagem e educação/componente cognitivo‑comportamental) mostra benefício consistente na fadiga e na função, frequentemente superando fármacos estimulantes/corticosteroides para estes desfechos e com melhor perfil de segurança. Na dor oncológica, opioides e adjuvantes mantêm‑se padrão‑ouro para dor moderada‑severa; a fisioterapia atua como adjuvante, reduzindo intensidade, incapacidade e, em alguns contextos, necessidades de resgate. Na dispneia, técnicas respiratórias e medidas simples (p.ex., ventilação dirigida, treino de padrões, ventilador de mão/“fan therapy”) oferecem alívio clinicamente relevante; fármacos (opioides/corticosteroides) reservam‑se para refratariedade e requerem monitorização de efeitos adversos. Programas de reabilitação precoce e integrados associam‑se a melhoria da qualidade de vida e autonomia. A efetividade é dependente do sintoma: a fisioterapia destaca‑se em fadiga, função e qualidade de vida; a farmacoterapia é indispensável na dor intensa e útil na dispneia refratária. A abordagem integrada e personalizada, iniciada precocemente, apresenta o melhor rácio benefício‑risco. Persistem lacunas: ECA head‑to‑head, dados de custo‑efetividade e critérios de estratificação por subgrupos.
- Gamificação na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico: da educação para a saúde à aprendizagem interativaPublication . Macedo, Carla; Gomes, Alexandre Cavallieri; Neves, Cristiane; Geraldo, Nathalie; Machado, Sónia; Lima, Tânia; Pacheco, Gilvan; Ribeiro, Andrea; Gonçalves, DanielaAs disfunções do pavimento pélvico são comuns e impactam negativamente na saúde psicofuncional, configurando-se um problema de saúde pública mundial. O conhecimento do tema é insuficiente, dificultando a promoção da saúde (1, 2). A gamificação surge como uma abordagem promissora para melhorar a literacia, integrando elementos lúdicos e mecanismos motivacionais que favorecem a adesão e a retenção de conhecimento (3). O objetivo do estudo é avaliar o impacto de um programa educativo em saúde sobre pavimento pélvico, utilizando estratégias de gamificação. Foi realizado um estudo quasi-experimental com 70 indivíduos, com idade > a 18 anos do Centro de Yoga de Barcelos, divididos em grupo: experimental (n=40) e controlo (n=30). O grupo experimental participou num programa educativo estruturado sobre o pavimento pélvico, incorporando gamificação. Os dados foram recolhidos através do questionário de caracterização da amostra de literacia em saúde do pavimento pélvico e do Australian Pelvic Floor Questionnaire, antes, após e três meses após a intervenção. Na análise estatística utilizou-se estatística descritiva e testes não paramétricos, como o teste Friedman e Mann-Whitney. O grupo experimental apresentou resultados positivos na literacia em saúde do pavimento pélvico com 33,7% antes da intervenção, 92,4% após a intervenção e 91,4% três meses depois. Em contraste, o grupo de controlo não apresentou qualquer alteração significativa. Todos os participantes apresentaram algum grau de disfunção, destacando a necessidade de intervenções educativas com gamificação. Os resultados sugerem que a gamificação pode ser uma ferramenta eficaz para aumentar a literacia em saúde do pavimento pélvico. No entanto, é importante considerar a diversidade das populações e as diferentes necessidades de aprendizagem. A eficácia da gamificação pode variar dependendo do contexto e da implementação. Portanto, futuras investigações devem explorar a personalização das intervenções e a inclusão de diferentes grupos demográficos para maximizar o impacto da educação em saúde. O programa educativo demonstrou ser eficaz na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico, e a introdução da gamificação representa um avanço inovador nas ações educativas em fisioterapia e saúde pública.
- Influência do exercício terapêutico na autoeficácia da contração dos músculos do pavimento pélvico em mulheres com incontinência urináriaPublication . Macedo, Carla; Ribeiro, AndreaAs disfunções do pavimento pélvico afetam milhões de mulheres em todo o mundo, sendo a incontinência urinária (IU) uma das mais prevalentes e prioritárias para a saúde pública. O exercício terapêutico (ET) é reconhecido como uma intervenção eficaz para melhorar a função dos músculos do pavimento pélvico (MPP), sendo a autoeficácia — ou a crença na capacidade de realizar corretamente os exercícios — um fator determinante para a adesão e os resultados do tratamento. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito de um programa de ET em grupo na autoeficácia da contração dos MPP em mulheres com diagnóstico de incontinência urinária de esforço (IUE). Trata-se de um estudo quasi-experimental. A amostra foi constituída por 60 mulheres, distribuídas por um grupo experimental (n=30), que participou no programa de ET supervisionado, e um grupo controlo (n=30), sem intervenção. A autoeficácia foi avaliada antes e após o programa através da Escala de Autoeficácia de Broome. Os resultados mostraram um aumento estatisticamente significativo da autoeficácia no grupo experimental (p<0,001), com uma medida de efeito elevada (d de Cohen = 1,2; IC95%: 0,8–1,6), indicando uma melhoria substancial na perceção de capacidade de execução dos exercícios de contração dos MPP. Apesar dos resultados promissores, a generalização dos dados deve ser feita com cautela, tendo em conta o tamanho reduzido da amostra, a curta duração da intervenção e a ausência de seguimento longitudinal. Recomenda-se que futuros estudos incorporem amostras mais amplas, métodos de avaliação objetivos e análises de manutenção dos efeitos a longo prazo.
- Inquérito por questionário à população francesa sobre os conhecimentos e o papel dos fisioterapeutas na gestão do linfedemaPublication . Lumini, José; Jurado, Lucie; Maurin, Elisa; Sellier, Fanny; Brahim-Courcoux, Julia; Ribeiro, Andrea; Sousa, JoãoO linfedema (LE) é uma doença crónica que afeta milhares de pessoas em França, podendo surgir após cirurgias, infeções ou cancro, causando inchaço significativo dos membros1. A sua prevenção e gestão requerem uma abordagem multidisciplinar. No entanto, o desconhecimento sobre o LE contribui para a subutilização dos serviços adequados e para a adoção insuficiente de medidas preventivas e terapêuticas2. Avaliar o conhecimento da população francesa sobre o LE e o papel específico dos fisioterapeutas na sua gestão. Foi elaborado um questionário com base na literatura e na consulta a especialistas em fisioterapia e linfedema. Após um pré- teste para aferir clareza e relevância, o questionário foi ajustado e dividido em secções: dados sociodemográficos, conhecimento sobre o LE (causas, sintomas, riscos), fontes de informação e gestão fisioterapêutica. A versão final foi divulgada em redes sociais, fóruns de saúde, grupos de discussão e instituições de ensino. Participaram indivíduos com mais de 18 anos e residentes em França. Algumas respostas foram analisadas conforme os critérios definidos no pré-teste e a validação dos especialistas. Responderam 338 participantes (235 mulheres e 103 homens). A maioria (55,71%) afirma conhecer o LE, mas com conhecimento frequentemente incompleto. Os profissionais de saúde são a principal fonte de informação (47,8%), seguidos pela internet e os meios de comunicação. Embora 63,04% reconheçam que o LE pode ser fatal, muitos subestimam sua prevalência e desconhecem os tratamentos. Apenas 28,44% conhecem alguma opção terapêutica, e 69,2% manifestam interesse em saber mais, especialmente sobre sintomas e prevenção. Quanto ao tratamento, 65% identificam corretamente os fisioterapeutas como os profissionais indicados para o acompanhamento de longo prazo. A população francesa demonstra algum grau de sensibilização sobre o LE, mas ainda há importantes lacunas no conhecimento sobre a condição e seus tratamentos. A confusão quanto aos profissionais responsáveis e a prevalência de fontes não especializadas apontam para a necessidade de campanhas educativas. Valorizar o papel dos fisioterapeutas é essencial para melhorar a abordagem ao LE e a qualidade de vida dos pacientes3.
- Projeto Pontes Atlânticas: uma ponte entre os estudantes de fisioterapia da lusofoniaPublication . Leão, Carla; Neves, Maria Ana; Ribeiro, Andrea; Lopes, António; Pedro, Márcia; Sousa, José Luís; Pereira, Ângela; Graça, Maria; Vicente, Sónia; Tavares, Carlos; Pina, Vanusa; Martins, Elisabete; Rocha, Flavia; Urgai, Thiago; Albuquerque, Maíra; Venâncio, João; Silva, Cláudia; Castro, Maria; Gaulic, Sandra; Couto, Ana; Martins, Anabela; Lucena, Aldina; Daitone, José; Valente, Tomás Firmino de LimaA Etapa I do projeto de internacionalização Pontes Atlânticas, do Núcleo Académico de Fisioterapia (NAFisio) da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia (RACS), iniciado no ano letivo 21/22, com segunda edição em 22/23, promove a partilha de perspetivas sobre o contexto educativo e profissional da Fisioterapia entre estudantes de diferentes instituições de ensino superior (IES) membros da RACS. Através da criação de equipas de estudantes de diferentes IES, são realizadas reuniões on-line para partilha das suas realidades, considerando a sua experiência enquanto alunos e futuros profissionais.
