Percorrer por autor "Ramos, Ana Rita Nunes"
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- Desenvolvimento de um sistema de apoio a pacientes com zumbidoPublication . Ramos, Ana Rita Nunes; Ramos, Gina Maria Vilão; Costa, Maria Fernanda GentilO zumbido é um sintoma bastante perturbador, que se revela como uma sensação de “ouvir um som internamente”. Existem várias teorias que tentam justificar o seu aparecimento, embora nem sempre concordantes. Há estudos que relacionam o aparecimento de zumbido com a perda auditiva, exposição ao ruído, stress e perturbação emocional, mas ainda serão necessárias mais estratégias de tratamento para esta população específica. Ao avaliar pacientes com zumbido, percebe-se que as maiores queixas se relacionam com o silêncio da noite, o que, consequentemente, perturba o ciclo circadiano. De forma a colmatar este problema, foi construído um dispositivo inserido numa almofada, passível de ser utilizado durante o adormecimento. A almofada funciona como forma terapêutica, mais concretamente como gerador sonoro. Foi desenvolvido um dispositivo eletrónico que permite reproduzir varias faixas sonoras, e posteriormente inserido numa almofada. Além disso, foram testados alguns materiais para preencher o seu interior, e de todos os que se mostraram mais eficazes foram a esponja e os caroços de cereja. Os estudos foram no sentido de avaliar a melhor solução em termos acústicos, na propagação da onda sonora no meio ambiente, mas também a melhor solução em termos de maior conforto para o paciente. Foram obtidos resultados relativamente à propagação da onda sonora quando testada a almofada com esponja e com os caroços de cereja. Os melhores resultados relacionam-se com a almofada com os caroços de cereja, apresentando uma atenuação da intensidade de 24,1 dB relativamente ao som de referência, enquanto se obteve uma atenuação de 8,8 dB relativamente ao som no interior da almofada de esponja. A almofada criada é um dispositivo de fácil utilização, ecológico e que pode ser aplicado em todos os pacientes com queixas de zumbido noturno.
- Desenvolvimento de um Sistema de Apoio a Pacientes com ZumbidoPublication . Ramos, Ana Rita Nunes; Ramos, Gina Maria Oliveira Vilão deAtualmente, a fisiopatologia do zumbido ainda não é muito clara, no sentido em que existem várias teorias que tentam justificar o seu aparecimento, mas não muito concordantes. Apesar deste desconhecimento, há estudos que demostraram que existem evidências entre o aparecimento de zumbido com alguns fatores de risco, nomeadamente com a perda auditiva, exposição ao ruído, stress e depressão. Contudo, a influência do sexo, o consumo de álcool, o tabagismo, o nível educacional bem como o nível financeiro do indivíduo não revelam uma ligação direta – os estudos não são concordantes. Fatores de risco para doenças cardiovasculares, como alto índice de massa corporal (IMC), hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, angina ou infarto do miocárdio, foram alvo de análise como possíveis fatores de risco para zumbido em alguns estudos, todavia a relação com o zumbido ainda é controverso. Embora nunca tenha sido feita uma análise a nível mundial na população com problemas de tiroide, existem relatos de pacientes com este tipo de patologia associado a queixas de zumbido. Infelizmente, poucos estudos avaliaram a relação entre a ocupação profissional/ hobbies e as queixas de zumbido. Ao estudar doentes com zumbido, percebeu-se que as maiores queixas são no silêncio da noite, o que consequente perturba o ciclo circadiano. De forma a colmatar este problema, surgiu a ideia de desenvolver um equipamento médico que permita eliminar/ minimizar as queixas deste tipo de pacientes. Foi elaborado um equipamento inserido numa almofada e passível de ser utilizado durante o sono. Foi também desenvolvido um protocolo específico que auxilia, quer na referenciação (identificar quais os pacientes que devem utilizar), quer na monitorização do tratamento. Neste último caso, tem como objetivo avaliar a eficácia do uso da almofada nos doentes que foram selecionados previamente. Para além de todas estas vantagens, trata-se de um equipamento passível de ser adaptado aos gostos sonoros de cada paciente, o que o incentiva a recorrer ao tratamento e possivelmente ter um melhor prognóstico.
