Percorrer por autor "Oliveira, Joel"
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- Obtenção das leis coesivas em modo misto de adesivos estruturais em função da espessura de adesivoPublication . Oliveira, Joel; Campilho, Raul Duarte Salgueiral GomesA utilização dos adesivos em construções industriais tem vindo nos últimos anos a aumentar em larga escala, em substituição dos métodos tradicionais como a soldadura, brasagem, e ligações mecânicas como aparafusamentos e rebitagens. Esta tendência verifica-se devido às elevadas vantagens que este tipo de ligação oferece, dos quais se destacam a leveza, o bom comportamento sob cargas cíclicas ou fadiga, e sem dúvida a maior de todos, permitem a ligação de diferentes materiais e menores concentrações de tensões. No sentido de se aumentar a confiança na projecção de juntas adesivas, é importante conseguir prever com a máxima precisão a sua resistência mecânica e respectivas propriedades de fractura (taxa critica de libertação de energia de deformação à tracção e ao corte, GIC GIIC respectivamente). Estas duas propriedades relacionam-se com a mecânica da fractura e são estimadas através de uma análise energética. Para esse efeito existem três modelos distintos, sendo os que necessitam de medição do comprimento de fenda durante a propagação do dano, o modelo que utiliza o comprimento de fenda equivalente e o modelo baseado no integral J. Na maioria dos casos as solicitações ocorrem em modo misto (combinação de tracção e corte em simultâneo), a importância da fractura deve ser entendida nestas condições, nomeadamente das taxas de libertação de energia relativamente a diferentes critérios e envelopes de fractura. Esta comparação possibilita averiguar qual o critério energético de ruptura mais preciso a utilizar em modelos numéricos baseados em Modelos do Dano Coesivo. No presente trabalho são apresentados os dois estudos efectuados, experimental e numérico utilizando o ensaio Single-Leg Bending (SLB) em provetes colados com o adesivo Sikaforce®-7752, com diferentes espessuras. Para isso, são aplicados alguns modelos de redução da taxa de libertação de energia de deformação à tracção GI, e corte, GII, enquadrados nos modelos que necessitam da medição do comprimento de fenda e nos modelos de que utilizam um comprimento de fenda equivalente (CBBM). Na fase seguinte, procedeu-se à análise dos valores obtidos experimentalmente GI e GII de cada espessura de adesivo. Na discussão de resultados foi efectuada uma análise dos valores em diversos envelopes de fractura, no sentido de se conseguir averiguar qual o critério de ruptura mais adequado a considerar para ta de 1 mm. Na análise dos dados experimentais obtidos através dos vários modelos, conseguiu-se uma concordância bastante boa entre modelos de determinação de GI e GII. Nos ensaios numéricos foi possível retractar o comportamento verificado nos ensaios experimentais, apresentando estes, critérios de propagação aproximados relativamente aos resultados experimentais.
