Percorrer por autor "Mendes, Carlos"
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- Caraterização de tumores sólidos numa amostra pediátrica do Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPEPublication . Santos, Ana; Serra, Carla; Mota, Marlene; Sousa, Manuela; Mendes, CarlosCaracterizar uma amostra pediátrica com TS quanto à sua frequência, óbito, sexo e idade ao diagnóstico. Estudar o possível envolvimento da MO ao diagnóstico, recorrendo a dados qualitativos de mielogramas. Estudo observacional descritivo transversal, dos registos dos dados de pacientes pediátricos com TS (n=148), diagnosticados entre 2000-2008. O TS mais frequente foi o Neuroblastoma (NB=37,2%), e os com maior registo de óbitos foram Rabdomiossarcoma (RMS=30,4%) e Família Tumores Ewing (FTE=28,0%). Nas raparigas os Tumor Wilms (TW=68,0%) e Osteossarcoma (58,3%) foram mais frequentes, enquanto nos rapazes foram os Retinoblastoma (75,0%), RMS (65,2%) e NB (61,8%). O NB manifestou-se, em 30,9% dos casos, até aos 12 meses de idade, o TW, em 32,0% dos casos, até aos 2 anos, e o RMS, em 69,6% dos casos, entre os 1-10 anos. A maioria dos pacientes com FTE (80,0%), NB (74,6%) e RMS (73,9%) realizaram mielograma ao diagnóstico. Observando os resultados qualitativos do mielograma, os tumores onde poderá ter ocorrido invasão da MO foram o NB e RMS. Na frequência dos TS verificou-se que seguem o descrito na literatura, excepto a FTE que surge em segundo lugar conjuntamente com o TW, sendo o NB mais frequente. Nos óbitos, o tumor com maior registo, RMS, não corresponde ao com maior gravidade (NB) descrito na investigação. Para estes resultados pode ter contribuído o número reduzido da amostra. Relativamente ao sexo, o NB e o RMS são mais frequentes nos rapazes, enquanto o TW é mais frequente nas raparigas, como descrito na literatura. Doentes com NB, TW e RMS apresentaram idades ao diagnóstico que indicam um melhor prognóstico. O NB, RMS e FTE, em alguns casos, disseminam-se para a MO, podendo ser esta a explicação para os resultados obtidos quanto à realização ou não de mielograma. Dos resultados obtidos nos mielogramas, verifica-se que poderá ter ocorrido invasão medular nos NB e RMS. Propõe-se continuar este estudo com amostra, por TS, mais representativa e com dados dos hemogramas e biópsias ósseas.
- Conteúdo de hemoglobina dos reticulócitos vs ferritina sérica, na avaliação da deficiência de ferro em doentes oncológicosPublication . Machado, Ana Catarina; Serra, Carla; Mendes, CarlosA deficiência de ferro afeta mundialmente 2 milhões de pessoas. A ferritina e o Conteúdo de Hemoglobina dos Reticulócitos (RET-He) são parâmetros que permitem detetar esta alteração. Sendo a ferritina considerada o marcador mais sensível do metabolismo do ferro, o RET-He é o primeiro marcador analisado em sangue periférico a sofrer alterações devido à deficiência de ferro. No entanto, existem condições paralelas que levam ao aumento da concentração de ferritina sérica, tornando mais confiável a aplicabilidade do RET-He face à ferritina. Verificar a existência de relação entre os parâmetros RET-He e ferritina sérica, numa população de indivíduos com patologia oncológica. Realizou-se um estudo observacional analítico transversal com os resultados das determinações de RET-He e ferritina obtidas pela base de dados do Instituto Português de Oncologia FG – EPE, Porto entre Setembro de 2015 e Janeiro de 2016. Através do programa Microsoft Excel 2007 obteve-se a média de RET-He de 32,22pg e de ferritina de 600,95 µg/L. O coeficiente de determinação (r2) obtido pela realização da regressão linear foi de 0,201. Verificou-se uma fraca relação entre as variáveis RET-He e ferritina. Desta forma, não é possível inferir sobre a aplicabilidade do RET-He no diagnóstico de deficiência de ferro em doentes oncológicos, que permitiria a deteção precoce da deficiência de ferro. No futuro, poderá ser estudada a influência das diferentes patologias oncológicas nas variáveis em estudo.
