Browsing by Author "Martins, Ana Beatriz Teixeira"
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- Vocalidade e oboé – influência da modificação do tracto vocal no timbre do instrumentoPublication . Martins, Ana Beatriz Teixeira; Lopes, Ricardo Santos; Ponte, Ângela Maria Soares daO propósito principal do presente projeto artístico é compreender de que forma o canto e o conhecimento do funcionamento do tracto vocal podem influenciar na prática do oboé, contribuindo para uma performance mais expressiva. Nesta investigação foi assumido como factual que os cantores desenvolvem ao longo do seu percurso uma perceção mais desenvolvida do tracto vocal, algo que pode vir a ser aplicado aos oboístas. Esta investigação divide-se em quatro capítulos, onde inicialmente será exposto um enquadramento teórico específico a cada instrumento (oboé e voz, respetivamente), discriminando vários pontos característicos a cada um, como por exemplo timbre, articulação, processo de emissão sonora, respiração e características acústicas. De seguida, abordar-se-á duas das obras que foram apresentadas no meu projeto final de Mestrado, nas quais irei realizar uma análise fonética e interpretativa, respetivamente, explorando as relações entre a linha vocal e a frase realizada pelo oboé. O terceiro capítulo contém a realização de um questionário a dois instrumentistas de canto e o oboé – Irene Kurka e Ralph van Daal. No último capítulo irá constar uma análise a oscilogramas e espectrogramas de gravações realizadas no âmbito deste projeto académico. Com esta análise, poderei chegar a uma maior quantidade de respostas em torno do comportamento dos formantes de cada exemplo e aferir se as diferentes modificações do tracto vocal são notórias. Serão aplicados dois questionários, o primeiro aos oboístas participantes na pesquisa e o segundo a estudantes de música do ensino superior. Os resultados indicam que, apesar do impacto do tracto vocal no caso do oboísta ser mais subtil, existe alguma influência que pode ser comprovada segundo os dados, bem como na coloração e ressonância do som. Essa diferença é mais clara nos primeiros formantes, onde os dados possuem uma maior dispersão. Entre os participantes, será possível aferir que existem diferentes graus de expressividade e controlo, sendo que o quinto oboísta apresenta a maior variação frequencial e, por isso, maior expressividade sonora.
