Percorrer por autor "Gaspar, Sofia Isabel Furtado"
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- Avaliação dos movimentos espontâneos de bebés com recurso a análise não linear – uma revisão scopingPublication . Gaspar, Sofia Isabel Furtado; Silva, Cláudia; Ferreira, JoanaA análise dos movimentos espontâneos (ME) constitui uma ferramenta relevante na avaliação da integridade do sistema nervoso central e deteção de alterações do desenvolvimento motor. O uso de medidas lineares tradicionais revela limitações na descrição da complexidade e variabilidade destes movimentos. As medidas não lineares surgem como alternativa promissora, mas a sua aplicação em bebés permanece pouco explorada. Mapear a evidência científica sobre o uso de medidas não lineares na análise dos ME de bebés até aos 6 meses de idade, identificando os instrumentos, as variáveis e as métricas aplicadas. Realizou-se uma revisão scoping segundo as recomendações do Joanna Briggs Institute e PRISMA-ScR. Foram pesquisados estudos publicados entre 2005 e 2025 nas bases PubMed®, Web of Science™, IEEE Xplore®, ScienceDirect® e Google Scholar, complementados por referências manuais. Incluíram-se artigos originais em inglês, português ou francês que aplicassem medidas não lineares à análise dos ME em bebés até aos 6 meses de idade. Dos 1336 registos, 20 estudos preencheram os critérios. Observou-se heterogeneidade quanto a amostras (6–101 bebés, de termo saudáveis, pré-termo e com patologia), contextos (laboratorial, hospitalar, domiciliar) e instrumentos (sistemas de vídeo, tapete de pressões, plataformas de força, acelerómetros, sensores wearable). As variáveis foram cinemáticas ou cinéticas, nunca integradas em simultâneo. Destacaram-se as métricas entropia aproximada (n=6), entropia amostral (n=5), expoente de Lyapunov máximo (n=4) e Análise de Quantificação de Recorrência (RQA) (n=2). As medidas não lineares constituem uma via promissora para complementar a General Movements Assessment, captando dimensões de variabilidade e estabilidade motora. Contudo, a diversidade metodológica, amostras reduzidas e ausência de padronização limitam a comparabilidade e a aplicação clínica. São necessários estudos longitudinais multicêntricos, padronização de protocolos e integração multimodal suportada por tecnologias portáteis.
