Percorrer por autor "Freitas, Maria de Fátima da Costa"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Sociedades de capital de riscoPublication . Freitas, Maria de Fátima da Costa; Mota, Carlos Filipe Magalhães Bastos da; Ramos, Patrícia Alexandra GregórioO capital de risco é cada vez mais visto como uma fonte alternativa de financiamento das empresas e em particular das PME inovadoras e tecnológicas. O aumento da informação disponível sobre o tema e o número de empresas bem-sucedidas que iniciaram a sua atividade através do financiamento de capital de risco foram fatores que contribuíram para o crescimento deste setor. Em Portugal, a atividade regista um crescimento significativo em montante e número de fundos, geridos principalmente a partir das sociedades de capital de risco - SCR. O objetivo deste estudo é fazer uma abordagem ao setor do capital de risco em Portugal, estudando as suas caraterísticas e avaliando as suas práticas. A investigação foca-se no investimento desenvolvido pelas sociedades de capital de risco, procurando traçar o perfil dos projetos financiados e investigando o processo pelo qual passam desde a avaliação, passando pela monitorização pós-investimento até ao momento de desvinculação da participada. A metodologia utilizada consistiu na realização e divulgação de um inquérito por questionário junto de todas as sociedades de capital de risco com sede em território nacional. Os dados recolhidos das 23 entidades respondentes foram depois tratados estatisticamente e deles retiraram-se conclusões. Os resultados globais obtidos permitem inferir que o principal foco do investimento das Sociedades de Capital de Risco em Portugal são as empresas em início de atividade. Em relação ao processo, foi possível concluir que entre a decisão final e a efetivação do investimento decorre um período de, aproximadamente, quatro meses e que estas entidades confiam fundamentalmente na sua própria análise. De realçar ainda a rentabilidade, o perfil do promotor e a adequação ao mercado, como fatores preponderantes no processo de seleção. Também foi possível observar que as SCR intervêm ativamente na gestão das participadas, principalmente nas áreas administrativa e financeira. Os resultados estão em linha com as conclusões de estudos realizados noutros países sobre o mesmo tema e afiguram-se coerentes com a explicação teórica dos comportamentos e funcionamento do capital de risco.
