Percorrer por autor "Dias, Maria do Rosário"
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- Desafios e boas práticas na aplicação da Inteligência Artificial à saúde no espaço Lusófono: Abordagem ética e inovadora dos sistemas de saúdePublication . Brito, Elisabete; Miguel, Flávio; Silva, Mafalda; Fernandes, Marcília; Dias, Maria do Rosário; Lopes, Paula; Rito, Rosane; da Costa Lopes, Paula MariaA inteligência artificial (IA) está a transformar o setor da saúde, impulsionando a transição de modelos reativos para abordagens proativas, preventivas e personalizadas. A integração de tecnologias digitais e ciência de dados melhora diagnósticos, decisões clínicas e gestão de recursos, mas também levanta desafios éticos, legais e sociais que exigem responsabilidade na implementação. Privacidade, segurança da informação, viés algorítmico e transparência reforçam a importância da bioética, literacia digital e capacitação profissional. No espaço lusófono, com diferentes níveis de digitalização e recursos, a adoção da IA apresenta oportunidades e desafios específicos, exigindo cooperação e partilha de boas práticas para promover sistemas de saúde mais equitativos e sustentáveis. Analisar os principais desafios e identificar eixos de boas práticas na aplicação da IA à saúde no espaço lusófono. Revisão descritiva de literatura publicada entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e Web of Science, utilizando os descritores: saúde digital, bioética e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O estudo identifica elevado potencial inovador e desafios estruturais na implementação da IA em saúde. As boas práticas distribuem-se por quatro eixos principais: • Regulação e governança de dados: Em Portugal, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde asseguram interoperabilidade e funcionamento contínuo (24 h/dia) em cerca de duas mil unidades do Sistema Nacional de Saúde. • Capacitação em saúde digital: Em Cabo Verde, o Plano Estratégico de Desenvolvimento dos Recursos Humanos em Saúde 2022-2026, em articulação com o Programa Nacional de Telemedicina, reforça a literacia digital e promove a equidade no acesso a cuidados especializados em zonas remotas. • Interoperabilidade tecnológica e integração de sistemas: Em Portugal, a Administração Regional de Saúde do Algarve utiliza algoritmos de IA certificados para deteção de patologias em radiografias, apoiada por nova infraestrutura tecnológica e data center com acesso remoto. • Ética aplicada e bioética: No Brasil, o Ministério da Saúde e investigadores desenvolvem projetos de chatbots de vigilância pós-alta e prescrição inteligente no Sistema Único de Saúde, priorizando justiça, transparência e segurança. A consolidação da IA na saúde lusófona requer equilíbrio entre inovação e responsabilidade, com reforço da regulação, formação, interoperabilidade e ética aplicada, assegurando uma transformação digital responsável, inclusiva e sustentável.
- Práticas de sustentabilidade nas instituições de ensino superior de ciências da saúde na comunidade dos países de língua portuguesa: Abordagem metodológicaPublication . Brito, Elisabete; Miguel, Flávio; Silva, Mafalda; Fernandes, Marcília; Dias, Maria do Rosário; Lopes, Paula; Rito, Rosane; da Costa Lopes, Paula MariaAs Instituições de Ensino Superior (IES) promovem o desenvolvimento sustentável através do ensino, da investigação e da extensão universitária, formando profissionais conscientes, produzindo conhecimento crítico, influenciando políticas públicas e contribuindo com soluções práticas para os desafios globais, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (Azeiteiro & Davim, 2019; Rodrigues, 2023). O presente estudo consiste em mapear as práticas de sustentabilidade implementadas nas IES de Ciências da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nos eixos estratégicos de atuação da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia (RACS). A metodologia será desenvolvida nas cinco principais fases: a) Revisão integrativa: Análise crítica da literatura científica e institucional sobre sustentabilidade nas IES, com particular ênfase, na articulação dos eixos da RACS e das áreas da saúde considerando as especificidades dos contextos socioculturais da CPLP; b) Elaboração de um instrumento: Elaboração do instrumento de mapeamento, incorporando a dimensão da saúde de forma transversal, e consequente submissão à Comissão de Ética; c) Validação através de painel Delphi: Validação do instrumento envolvendo especialistas em sustentabilidade, ensino superior, saúde pública e cooperação lusófona; d) Aplicação de teste-piloto: Submissão do instrumento a um pré-teste exploratório e aplicação piloto em amostra intencional de IES da RACS, com recolha de dados via questionários estruturados e entrevistas semiestruturadas a responsáveis institucionais; e) Análise e interpretação de dados: Análise quantitativa por estatística descritiva para caracterizar práticas segundo as dimensões do instrumento e análise qualitativa por análise de conteúdo para identificar padrões, constrangimentos e boas práticas. Encontram-se ainda por selecionar os softwares a utilizar. Esta investigação encontra-se apenas com o planeamento metodológico concluído. Apesar de preliminares, os resultados obtidos apontam para a viabilidade da integração transversal da dimensão saúde nas IES públicas e privadas, bem como para a incorporação das especificidades socioculturais da CPLP, num enquadramento orientado pelos princípios da sustentabilidade, embora com expressão desigual entre os países da lusofonia. Espera-se que o mapeamento e a respetiva discussão contribuam como ferramenta de gestão para avanços no cumprimento dos ODS, rumo à equidade nos diferentes países e IES.
