Percorrer por autor "Barbosa, Bruna"
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- Ingredientes ativos incluídos em suplementos alimentares com indicação de uso no aparelho cardiovascularPublication . Gomes, Nuno; Barbosa, Bruna; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana IsabelA hipercolesterolomia e a hipertensão são patologias consideradas como fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares(DCV)[1,2]. Em Portugal, segundo o Inquérito Nacional de Saúdede 2019, cerca de dois milhões de indivíduos com hipercolesterolemia estão medicados para o tratamento desta patologia e 2,3 milhões de hipertensos fazem medicação anti-hipertensora[3,4]. O controlo da hipercolesterolomia e hipertensão passa também pela adoção de medidas dietéticas, podendo os suplementos alimentares (SA) complementar essas medidas[2,5]. Identificar e procurar evidências científicas para os ingredientes ativos presentes nos SA indicados para a hipertensão arterial e hipercolesterolomia. Estudo descritivo e transversal com recolha de SA online, simulando a pesquisa de um consumidor comum. Para tal, recorreu-se ao Google® para a pesquisa num número reduzido de websites e utilizando poucas palavras-chave [6,7] (“Suplementos” e“Sistema Cardiovascular”). Incluiram-se SA com indicação para a hipertensão arterial e hipercolesterolomia, com ingredientes ativos isolados ou em misturas ediferentes formas de apresentação. Excluiram-se websites meramente informativos, assim como SA repetidos. Analisaram-se 15 websites,contendo 39 SA e 35 ingredientes ativos distintos. As cápsulas foram a forma de apresentação mais frequente (79,5%). Os ingredientes ativos predominantes foram os ácidos gordos ómega-3 (45,7%), seguindo-se o arroz fermentado vermelho (28,6%), a vitamina E(22,9%), a CoQ10(20,0%), os fitoesteróis (17,1%),opolicosanol (14,3%) e o ácido fólico (11,4%). O ómega-3 foi o ingrediente mais frequente nos SA analisados e também um dos mais consumidos no mercado destes produtos [8]. Os efeitos da maioria dos SA nas DCV têm sido estudados. Por exemplo, a deficiência de CoQ10 tem sido associada à disfunção miocárdica e miopatia por estatinas; os ácidos gordos ómega-3 de origem marinha reduzem os triglicéridos e a inflamação [9]. Mais estudos serão necessários para se aumentar o conhecimento nesta temática.
