Percorrer por autor "Bambi, Kabi Isabel Victor"
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- Desenvolvimento de Couro Artificial Biodegradável para EstofosPublication . Bambi, Kabi Isabel Victor; Garrido, Ermelinda Manuela Pinto JesusA indústria de revestimentos é uma das indústrias mais fortemente regulamentadas do mundo, por esse motivo os produtores têm vindo a ser, nos últimos 40 anos, forçados a adotar estratégias para o desenvolvimento de produtos com menor impacto ambiental. Os revestimentos para estofos contract (destinados a espaços públicos) são constituídos por resinas de PVC e outros aditivos que causam problemas ambientais devido à elevada resistência à degradação que apresentam no meio ambiente. Surge assim, a necessidade de desenvolver produtos com matérias-primas naturais e que resultem em materiais com caráter mais biodegradável. Desenvolveram-se dois produtos, designados por Bio 1 e Bio 2. O couro Bio 1 foi produzido com uma formulação já definida em estudos anteriores, realizados no mesmo centro de investigação, tendo-se substituído o masterbatch de azodicarbonamida, por um masterbatch de amido e água, e o plastificante ftálico pelo plastificante citrato de acetiltributilo. A formulação do couro Bio 2 diferiu apenas do Bio 1, no tipo de plastificante usado, que se encontra, ainda, em fase de desenvolvimento, pelo produtor. Procedeu-se à caracterização físico-mecânica dos produtos, tendo-se observado que as duas versões (Bio 1 e Bio 2) apresentavam comportamentos semelhantes. Na segunda parte do trabalho, realizaram-se dois ensaios paralelos de biodegradação para cada um dos produtos desenvolvidos. Um dos estudos foi realizado no Centro de Valorização Orgânica (CVO) da Lipor e o outro, pelo teste de Sturm, no Centro de Inovação em Engenharia e Tecnologia Industrial (CIETI). Os resultados obtidos, para os dois produtos, indiciam a ocorrência de biodegradação. Observou-se uma perda de massa de 7,13% e de 8,30%, para o produto Bio 1 e Bio 2, respetivamente. Apresentando o produto com o novo plastificante biológico (Bio 2) uma perda de massa ligeiramente superior. Na análise térmica realizada, observaram-se deslocamentos nos valores das temperaturas de onset e endset, antes e após os ensaios de biodegradação, para ambos os produtos desenvolvidos. Estes resultados reforçam os indícios de ocorrência de biodegradação, já observados nos ensaios de perda de massa, sendo a variação mais expressiva para o produto Bio 2.
