Percorrer por autor "Balteiro, Jorge"
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- Avaliação da prevalência de Trichomonas vaginalis pelos métodos direto e culturalPublication . Alves, Maria José; Cruz, Agostinho; Balteiro, Jorge; Ferraz Oliveira, Rita; Cunha, AgostinhoA tricomoniose é a doença sexualmente transmitida não víral de maior prevalência nos seres humanos. Apresenta grande variabilidade de manifestações clínicas, desde a ausência de sintomas a um elevado risco de inflamação pélvica e ínfertilidade. Sinais clínicos e sintomas não são nem sensíveis nem específicos o suficiente para serem usados isoladamente no diagnóstico da tricomoniose, como tal o diagnóstico laboratorial é fundamental na detecção desta parasitose. A baixa sensibilidade dos métodos usados no diagnóstico laboratorial desta infecção subestima a sua prevalência. Consistiram em detenninar a prevalência de Trichomonas vaginalis em mulheres recorrendo ao exame directo e cultural com intuito de verificar as respectivas sensibilidades. Foi propósito demonstrar a importância da utilização sequencial destas duas metodologias no diagnóstico da tricomofíiose. As colheitas dos exsudados vaginais foram efectuadas em 288 mulheres que frequentavam a consulta de planeamento familiar dos Centro de Saúde 1, Centro de Saúde 2 e Hospital Distrital de Chaves, recorrendo a duas metodologias de diagnóstico (método Directo/Cultural). Das 288 mulheres investigadas a infecção por T. vaginalis foi detectada em 11 (3, 8%) recorrendo conjuntamente às duas metodologias. A infecção foi diagnosticada pelo método directo em 4 das 11 mulheres, no entanto o método cultural (Meio TYM) detectou os 11 casos positivos. Apesar de continuar a ser o mais utilizado no diagnóstico da tricomoniose o método directo apresentou uma sensibilidade de apenas 36,3%. Pela comparação de sensibilidades é visível a elevada precisão do método cultural relativamente ao directo. A associação destas duas metodologias poderá ser uma mais valia no diagnóstico da tricomoniose.
- Epidemiologia de trichomonas vaginalis em mulheresPublication . Alves, Maria José; Oliveira, Rita; Balteiro, Jorge; Cruz, AgostinhoA tricomoniose é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) não viral mais comum em todo mundo, com uma incidência anual superior a 180 milhões de casos. A Organização Mundial de Saúde estimou que esta infeção explica quase 50 % de todas as DSTs com cura em todo o mundo. Em Portugal poucos têm sido os trabalhos de carácter epidemiológico realizados sobre parasitose. Assim, o objetivo deste estudo consistiu em determinar a prevalência da T. vaginalis em mulheres que frequentam a consulta de planeamento familiar nos CSN.º1 CSN.º2 e Hospital em Chaves, e estabelecer uma possível associação desta parasitose com as características sociodemográficas, a sintomatologia, o comportamento sexual e o tratamento anterior deste tipo de parasitoses, através da resposta a um inquérito. Foi recolhida uma amostra de exsudado vaginal em 288 mulheres sintomáticas / assintomáticas para pesquisa de T. vaginalis recorrendo ao exame direto e cultural. Das 288 mulheres que aderiram ao estudo 11 (3,8 %) encontravam–se com tricomoniose. Variáveis como a idade, estado civil, grau de escolaridade, uso de contraceção, não apresentaram resultados estatisticamente significativos relativamente ao número de casos positivos. De entre os casos positivos apenas 54, 5 % das mulheres eram sintomáticas sendo as restantes 45,5 % assintomáticas. Uma associação estatisticamente significativa foi encontrada entre tricomoniose e múltiplos parceiros sexuais. Em suma, há necessidade de se seguirem outros estudos com o intuito de reavaliar o quadro atual desta parasitose em Portugal. Finalmente parece fundamental informar a população acerca dos elevados casos assintomáticos desta parasitose, bem com das consequências que desta podem advir.
- Expansão do papel dos técnicos de Farmácia na vacinaçãoPublication . Valeiro, Carolina; Silva, Vitor; Jesus, Ângelo; Joaquim, João; Balteiro, Jorge; Bezerra, Gilberto; Mealiff, Karen; Patterson, Diane; Matos, CristianoA necessidade de resposta global a emergências de saúde pública, como a pandemia de COVID-19, motivou iniciativas voltadas para a ampliação de acesso à vacinação. Comummente lideradas por farmacêuticos, essas ações vêm promovendo uma transformação no papel dos técnicos de farmácia, que gradualmente assumem funções mais ativas nos processos de imunização, inclusive como vacinadores. A expansão do papel dos técnicos de farmácia na vacinação já demonstrou potencial para melhorar o acesso da população às vacinas, otimizar os fluxos de trabalho nas farmácias e aumentar a satisfação profissional nos países onde esta prática foi implementada. Analisar o panorama da participação dos técnicos de farmácia na vacinação, com foco em sua formação, regulamentação, integração prática e impacto em saúde pública. Foram identificados 33 artigos e foi realizada uma análise temática para sintetizar os dados e foi realizada uma análise temática para sintetizar os dados. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, onde foram incluídos artigos científicos e documentos de políticas públicas. As fontes foram selecionadas a partir de buscas em bases de dados como PubMed, Scopus, Google Scholar e Web of Science, utilizando as palavraschave “pharmacy technicians”, “vaccination” e “immunization”. Os critérios de inclusão abrangeram publicações que descrevessem o escopo de atuação, marcos legais, formação profissional e resultados em saúde relacionados à atuação dos técnicos na vacinação. Observou-se um impulso crescente para ampliar as atribuições dos técnicos de farmácia na imunização, especialmente nos Estados Unidos, Reino Unido e França, onde marcos legais permitem sua atuação como vacinadores sob condições definidas. Nestes contextos, estudos indicaram um aumento da satisfação profissional e da eficiência nos serviços de farmácia. Entre os fatores de sucesso estão a padronização da formação, o suporte legislativo e a integração dos técnicos às rotinas farmacêuticas. No entanto, persistem desafios como a falta de clareza nas definições de função, a confiança do público e a exigência de supervisão prática. Os técnicos de farmácia reúnem as condições para contribuírem significativamente em estratégias de vacinação. Para consolidar esse potencial, são necessárias políticas públicas específicas, formação qualificada e uma integração estratégica ao sistema de saúde.
- Pharmacy technicians in immunization services: Mapping roles and responsibilities through a Scoping ReviewPublication . Valeiro, Carolina; Silva, Vítor; Balteiro, Jorge; Patterson, Diane; Bezerra, Gilberto; Mealiff, Karen; Matos, Cristiano; Jesus, Ângelo; Joaquim, João; Jesus, ÂngeloPharmacy technicians are increasingly involved in immunization services, enhancing vaccine accessibility and reducing pharmacies’ workload. This scoping review aims to (1) provide a comprehensive overview of pharmacy technicians’ involvement in immunization services across various healthcare settings and countries, and (2) conduct a comparative analysis of training curricula for pharmacy technicians on immunization. A scoping review was conducted following the Arksey and O’Malley framework. A comprehensive search of the PubMed and Scopus databases was performed using keywords and MeSH terms such as “pharmacy technician(s)”, “immunization”, “vaccination”, “role”, and “involvement”. Studies included assessed pharmacy technicians’ roles in vaccine administration, training, and public health outcomes. Descriptive and thematic analyses were used to synthesize the findings. In addition, a supplementary analysis of immunization training curricula was conducted, reviewing programs from different countries to identify similarities, differences, and gaps in course structure, content, and delivery formats. Lastly, a comprehensive toolkit was developed, offering guidelines intended to facilitate the implementation of immunization training programs. A total of 35 articles met the inclusion criteria, primarily from the United States of America (n = 30), Canada (n = 2), Ethiopia (n = 1), Denmark (n = 1) and United Kingdom (n = 1). The findings indicate that pharmacy technicians contribute significantly to vaccine administration, patient education, and workflow optimization, particularly in community pharmacies. The COVID-19 pandemic accelerated their involvement in immunization programs. Key challenges include regulatory barriers, a lack of standardized training, and resistance from other healthcare professionals. Facilitators include legislative support (e.g., the PREP Act), structured training programs, and collaborative pharmacist–technician models. Pharmacy technicians can play a vital role in expanding immunization services, improving vaccine uptake, and reducing pharmacist workload. Addressing regulatory inconsistencies, enhancing training, and fostering interprofessional collaboration are crucial for their effective integration of immunization programs. Since immunization by pharmacy technicians is not yet allowed in many EU countries, this review will provide a foundational basis to address their potential to support the healthcare workforce and improve access to immunization services.
