Percorrer por autor "Baltarejo, Irene"
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- Análise de amostras comerciais de mel: caracteres organoléticos, corantes e impurezas e ácidos livresPublication . Martins, Adriana; Ribeiro, Adriana; Marques, Ana; Rocha, Ana; Rompante, Ana; Leão, Bruna; Baltarejo, Irene; Peixoto, Mariana; Ribeiro, Marina; Gomes, Raquel; Rei, Soraia; Silva, Valéria; Pereira, Maria João; Pinho, Cláudia; Pinho, Cláudia; Pereira, Maria JoãoO mel é uma substância açucarada produzida por abelhas Apis melífera a partir do néctar ou secreções provenientes de partes vivas das plantas, sendo procurado pelas propriedades antimicrobianas, antitússicas, laxantes e anti-inflamatórias[1,2]. Existem requisitos na legislação que os operadores do setor do mel devem respeitar (teor de açucares, teor de água, ácidos livres) e, quando comercializado, não deve haver inclusão de aditivos alimentares[3]. Analisar amostras comerciais de mel quanto às características organoléticas, consistência, presença de corantes/impurezas, e percentagem de ácidos livres. Estudo experimental com quatro amostras de mel (amostra 1: mel de urze e queiró; amostra 2: mel de urze; amostra 3: mel de eucalipto; amostra 4: melmultifloral).Caracterizaram-se as amostras quanto à cor, aroma e consistência. Na pesquisa de corantes/impurezas verificou-se a presença/ausência de corantes, cloretos, sulfatos, cálcio, amido e dextrinas. No doseamento dos ácidos livres, estes foram expressos em ácido fórmico[4]. As amostras 1, 2 e 4 apresentaram uma cor mais escura, e a amostra 3 uma tonalidade mais clara. As amostras 1 e 2 (com urze) apresentaram um aroma mais forte; a amostra 3 um aroma floral (eucalipto) e a amostra 4 também floral. As amostras 1, 3 e 4 eram fluídas e a amostra 2 viscosa. Não se observaram corantes/impurezas nas amostras analisadas. Apenas as amostras 1 (0,09±0,01%) e 3 (0,12±0,01%) obtiveram valores de ácidos livres dentro do estipulado (>0,15%) [4]. A cor do mel varia de uma tonalidade quase incolor a castanho-escuro; o aroma varia consoante a origem vegetal; quanto à consistência, pode apresentar-se fluido, espesso ou cristalizado [3]. O mel pode aparecer falsificado, uma consequência do seu aspeto e composição. Porém, as amostras em estudo apenas revelaram valores de ácidos livres fora do estipulado. Realça-se assim, a importância do controlo de qualidade dos produtos comercializados.
- Perceção e interesse dos consumidores em relação à cerveja artesanal como bebida funcionalPublication . Silva, Valeria; Baltarejo, Irene; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Correia, Patrícia; Silva, Diana; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Pinho, Cláudia; Dias da Silva, Diana Cristina; Correia, Patrícia Carla dos Santos Correia; Pereira, Maria JoãoAs bebidas funcionais fornecem valor nutricional e benefícios à saúde humana, sendo a cerveja artesanal uma base promissora para o seu desenvolvimento, pela possibilidade de incorporação de compostos bioativos (Gupta et al., 2023; Habschied et al., 2020). Recolher informações sobre a perceção e interesse dos consumidores em relação à cerveja artesanal como potencial bebida funcional. Estudo descritivo, observacional e transversal, tendo como população-alvo consumidores de cervejas industriais e/ou artesanais, com idade ≥ 18 anos. A recolha dos dados foi realizada em outubro de 2025, através de questionário on-line, elaborado na plataforma Microsoft Forms Office. Os dados foram analisados no programa estatístico IBM SPSS Statistics 29.0. Analisaram-se os dados de 260 participantes, sendo a maioria do sexo feminino (68,1%), de nacionalidade portuguesa, e com idade média de 30 anos. Quando questionados sobre a diferença entre cerveja artesanal e tradicional, 67,3% sabem a diferença, não se verificando diferenças significativas entre géneros. Contudo, observaram-se diferenças entre as faixas etárias, com o grupo de idades entre 33-47 anos a apresentar um nível superior de conhecimento, enquanto os grupos com idades entre 18-32 anos e entre 63-80 anos apresentaram um nível inferior de conhecimento, evidenciando uma associação significativa entre a idade e conhecimento (p = 0,030). Em relação às cervejas funcionais, a maioria dos inquiridos desconhece a sua existência (59,6%), sem diferenças significativas entre géneros (p = 0,672) ou faixas etárias (p = 0,054), embora o grupo de 48-62 anos tenha apresentado maior conhecimento (55,6%). A maioria dos participantes (85,4%) demonstrou interesse em consumir cervejas funcionais, e 78,5% referiram estar dispostos a pagar mais por uma cerveja funcional, com incorporação de ingredientes naturais. Quando questionados sobre a importância dos fatores no momento de experimentar uma cerveja nova, as características organoléticas foram consideradas mais importantes, enquanto a embalagem/design foi considerada menos importante. Por fim, 38,8% dos inquiridos gostaria de ver a cereja de Resende incorporada numa cerveja artesanal. Apesar do conhecimento limitado sobre cervejas artesanais como bebidas funcionais, a maioria dos consumidores tem interesse no seu consumo, devido à possibilidade de incorporação de compostos com benefícios na saúde.
