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Orientador(es)
Resumo(s)
A Urbex Arte é por nós entendida como a evolução lógica do ato ilegal de invasão de edifícios abandonados que caracteriza a definição de Urbex. Na literatura, este ato de invasão ilegal é a característica fundamental da definição e garante o anonimato dos participantes (e.g. Offenstadt, 2019, Rojon, 2014; Stones, 2016). A partir de uma metodologia interdisciplinar baseada na Teoria Fundamentada definida por Glaser & Strauss (1967) e Strauss & Corbin (1990), assente no eixo Construtivista definido por Charmaz (2006; 2009), constatamos que, hoje, os participantes querem ser reconhecidos. Não só se identificam, como comercializam a prática e os locais identificados através da curadoria, da filmagem, da fotografia e da instalação. Destacamos, entre outros, os trabalhos de Bob Thissen, Gina Soden, Michael Schwan, Nicolas Offenstadt e Sarah Rojon. Estes espaços inabitados readquirem por esta via valor económico e desta reflexão emerge a questão de entender o fenómeno, que de hobbie (Rojon, 2014) se transforma em negócio. Se o Urbex subverte as hierarquias e estruturas de poder que criam as normas da sociedade, a Urbex Arte será tendencialmente legalizada, alinhando-se com o marketing, a publicidade e as instituições de arte (museus, galerias e marchands d’art) orientadas para o lucro que possibilita e potencia este fenómeno (Gehman & Soubliere, 2017), mas dissociada dos processos dinâmicos socioculturais que estiveram na sua origem. Paralelamente, interessa perceber o valor económico criado e, de um modo particular, como é que os interesses de Bem Público e Vizinhança Urbana são afetados por esta readquirida funcionalidade (Sharp, Pollock & Paddison, 2005).
Descrição
Palavras-chave
Urbex Arte Urbex Comodificação
Contexto Educativo
Citação
Oliveira, A. & Castedo, I. (2021). Urbex Arte – a comodificação do abandono. II Seminário Internacional Todas as Artes 2021.
