Percorrer por autor "Sousa, Tatiana Raquel Fernandes"
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- Brincar Arriscado: a perspetiva dos pais de crianças com autismoPublication . Sousa, Tatiana Raquel Fernandes; Maia, Mónica SilveiraO Brincar Arriscado tem estado associado a benefícios no desenvolvimento das crianças e caracteriza-se por uma forma mais intensa e física de brincar que envolve atividades que apresentam algum nível de risco. Nos últimos anos o brincar arriscado tem sido alvo de análise, quer pelas barreiras que se colocam a este tipo de brincar na sociedade atual, quer pelas restrições adicionais que se colocam quando as crianças apresentam algum tipo de incapacidade. Neste estudo pretendemos explorar condições que apoiam e promovem o brincar arriscado de crianças com autismo entre os 3 e os 10 anos, procurando analisar a perspetiva dos pais sobre os fatores que influenciam o envolvimento das crianças neste tipo de brincar. Para este fim, implementamos um estudo de caso, que envolveu, primeiramente, a aplicação da versão traduzida e adaptada (Martins & Silveira-Maia, 2021) da escala The Tolerance to Risk in Play Scale (TriPS) da autoria de Bundy e Hill (2012) – seguida da realização de entrevistas a 13 pais de crianças com autismo entre os 3 e os 9 anos. Enquanto condições facilitadoras para o brincar arriscado, distinguem-se as ações de apoio como a vigilância/monitorização dos pais, ter parceiros de brincar e proporcionar um ambiente seguro. O brincar arriscado foi, segundo a perspetiva dos pais, definido pelo seu papel na promoção do desenvolvimento e da aprendizagem, tendo um carácter flutuante que depende da experiência e idade da criança. O perfil de competências e necessidades da criança e a sua abertura à experiência, por um lado, e a ocorrência de pensamentos negativos dos pais, por outro, parecem definir a dinâmica relacional criança-pais na mediação e promoção do brincar arriscado.
