Percorrer por autor "Santos, Marta Ferreira dos"
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- A influência de dispositivos preconizados facilitadores da marcha nos parâmetros biomecânicos da marcha em sobreviventes de AVC: uma Revisão SistemáticaPublication . Santos, Marta Ferreira dos; Silva, Augusta; Freitas, MartaO propósito desta revisão prende-se com a sumarização do impacto da utilização de dispositivos facilitadores da marcha nos seus parâmetros biomecânicos - incluindo variáveis espácio-temporais, cinemáticas, cinéticas e de coordenação intra e intersegmentar. Foi conduzida uma pesquisa nas principais bases de dados de área da saúde: MEDLINE/Pubmed, Web of Science, ScienceDirect e PEDro, de acordo com as diretrizes da PRISMA. Foram incluídos estudos que envolvessem adultos (≥18 anos) com diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC), em que o efeito da utilização de um dispositivo de marcha nos parâmetros biomecânicos da marcha fosse avaliado. Estudos escritos em inglês, português e espanhol e publicados entre 2010 e 24 agosto de 2025 foram incluídos. Estudos experimentais e observacionais que integrassem um grupo de controlo com características comparáveis foram também incluídos. As principais categorias extraídas dos estudos foram: autor/ano, desenho de estudo, características da amostra, tipo de dispositivo utilizado, grupo comparador, outcomes avaliados, instrumentos de medição e principais resultados. Dos 1205 artigos selecionados na pesquisa inicial, apenas 6 foram incluídos. O efeito da utilização de ortóteses (AFOs) (n=3), electroestimulação funcional elétrica (FES) (n=2) e auxiliares de marcha (n=1) foi analisado nos parâmetros espaciotemporais (n=4), cinéticos (n=3), cinemáticos (n=3), eletromiográficos (n=2) e funcionais (n=2) da marcha. Estes parâmetros foram maioritariamente utilizados para analisar simetria e velocidade da marcha, assim como recrutamento muscular do membro inferior contralesional (MICL). A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada através da Modified Downs & Black checklist. AFOs convencionais parecem restringir a mobilidade da tibiotársica e reduzir o recrutamento muscular distal, enquanto que AFOs com resistência à flexão plantar promovem maior simetria do ciclo da marcha, mas sem melhorias significativas na propulsão. A FES em fases agudas melhora a fase oscilante, enquanto na fase crónica pode modificar parâmetros cinemáticos da anca e joelho. Auxiliares de marcha quando usados com elevada carga de apoio, aumentam a assimetria e reduzem o recrutamento do MICL, sem impacto significativo na participação nem nos parâmetros biomecânicos. Assim, a introdução de dispositivos facilitadores da marcha deve ser cuidadosamente ponderada, personalizada e sustentada em raciocínio clínico individualizado. A sua prescrição deve considerar não apenas os efeitos imediatos, mas também o impacto funcional a longo prazo, a participação social e a qualidade de vida.
