Percorrer por autor "Rego, Duarte Pinheiro do"
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- Exposição ocupacional a radiação ionizante numa instituição de saúdePublication . Rego, Duarte Pinheiro do; Vieira, Cláudia Sofia; Laranjeira, Paulo Eduardo Miranda dos Santos da CostaNo meio hospitalar são desenvolvidas inúmeras atividades que expõe continuamente os profissionais de saúde a radiação ionizante. Apesar da legislação existente e dos conhecimentos em relação aos riscos de exposição a radiação ionizante, continua a ser uma área de objeto de preocupação. Este projeto visa avaliar a exposição ocupacional à radiação ionizante dos profissionais de saúde. A amostra é formada por 319 sujeitos profissionalmente expostos a radiações, aos quais foi efetuada uma avaliação dos níveis de radiação para as doses equivalentes a 0.07mm e a 10mm de profundidade, nos anos de 2019 e 2020. Estes sujeitos pertencem aos serviços de Cardiologia, Cirurgia Vascular, Medicina Nuclear, Radiologia e Radioterapia, ainda que estes dois últimos apenas existam registos relativos ao ano de 2020. A metodologia utilizada neste estudo foi uma análise quantitativa através dos registos de doses dos profissionais de saúde expostos a radiação ionizante. Os principais resultados mostram que em todos os meses, nos dois níveis de profundidade, o número de casos com valores iguais a 0 e superiores a 0. Contudo, nos últimos 5 meses de 2020, verificou-se um aumento significativo do número de profissionais expostos a valores superiores a 0. Em todos os serviços predominam baixos níveis de radiação. O serviço de radioterapia é o que regista valores mais altos. A relação entre os níveis de radiação registados em 2019 e 2020, nos serviços de Cardiologia, Cirurgia Vascular, Medicina Nuclear, mostra a existência de uma correlação de moderada magnitude, com orientação positiva e estatisticamente significativa. Nestes serviços, a comparação dos níveis de radiação entre os anos de 2019 e 2020, mostra que apenas no serviço de medicina nuclear se registam evidências de diferenças estatisticamente significativas, decorrente do número de casos com registo mais baixo em 2019. Concluiu-se que em todos os casos verificou-se que nenhum dos profissionais de saúde excedeu o limite de 20mSv por ano de dose efetiva estipulado por lei.
