Percorrer por autor "REBELO, MARTA RAFAELA MORAIS ALAGOINHA"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Otimização do processo de branqueamento do algodãoPublication . REBELO, MARTA RAFAELA MORAIS ALAGOINHA; Garrido, Jorge Manuel Pinto de Jesus; Garrido, Ermelinda ManuelaO processo convencional de branqueamento de malha 100% algodão com peróxido de hidrogénio em meio alcalino está associado a um elevado consumo energético e a um impacto ambiental significativo, devido, sobretudo, à necessidade de temperaturas elevadas de processamento e à utilização de hidróxido de sódio para promover a ativação da espécie oxidante. A presente dissertação, desenvolvida na empresa Aquitex, teve como objetivo investigar alternativas mais sustentáveis a este processo, visando a redução da temperatura do processo e a diminuição ou eliminação da utilização do hidróxido de sódio, contribuindo, assim, para a redução do consumo energético e do impacto ambiental associado aos efluentes. Para este efeito, foram exploradas duas vias de oxidação distintas. Na via enzimática recorreuse à lacase e à peroxidase, bem como aos respetivos mediadores, selecionadas pela sua capacidade de atuar em condições moderadas de pH e temperatura. A via química baseou-se na utilização do oxone, um sal triplo, selecionado pelo seu elevado potencial oxidante. Para este sistema foram exploradas diferentes estratégias de ativação, nomeadamente térmica, alcalina e catalítica, bem como a possibilidade de geração de ácido peracético pela combinação do oxone com peróxido de hidrogénio. Em ambas as vias, foram avaliados os efeitos da temperatura, do pH, da concentração dos sistemas oxidantes e do tipo e da dosagem dos produtos auxiliares. O desempenho do branqueamento foi avaliado pelo grau de branco, determinado usando a escala Berger, adotando como referência o limiar de aceitação industrial de um branqueamento eficaz, correspondente a valores superiores a 60. Os resultados obtidos mostraram que nenhuma das vias investigadas permitiu atingir, de forma satisfatória e reprodutível, o limiar mínimo de 60 graus de branco. Na via enzimática, a utilização de concentrações consideradas economicamente viáveis para aplicação industrial, não proporcionaram ganhos de brancura relevantes, tendo sido alcançado um valor máximo de apenas 23 graus de branco. Por sua vez, a via baseada no oxone, apresentou, independentemente das condições testadas, incluindo temperaturas elevadas e diferentes estratégias de ativação, valores de brancura na ordem dos 50 graus de branco. Conclui-se, assim, que, nas condições experimentais e nos intervalos de concentração estudados, não foi possível substituir o processo convencional de branqueamento sem comprometer significativamente o desempenho em termos de brancura.
