Percorrer por autor "Noites, Henrique Sousa"
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- Estudo do Impacto do ?Modelo Efqm? e ?Modelo Shingo? na Segurança das Empresas PortuguesasPublication . Noites, Henrique Sousa; Sá, José Carlos Vieira deAtualmente, devido à crescente globalização e competitividade, as organizações devem alcançar resultados positivos de forma a manterem-se competitivas no mercado. Assim, é fundamental que estejam preparadas para se adaptar às mudanças constantes do mercado. Isso significa que é necessário ser flexível e estar disposto a mudar a estratégia quando necessário. Deste modo, é possível à organização manter-se competitiva e alcançar o sucesso. Um processo a ser adotado pelas organizações deve passar pela implementação de modelos de excelência, nomeadamente, o modelo proposto pela European Foundation for Quality Management, e o modelo Shingo. Estes modelos são ferramentas para avaliar e melhorar o desempenho das organizações e a atingirem a excelência em todas as áreas de atividade. O modelo Shingo foca-se na excelência operacional, enquanto o modelo da European Foundation for Quality Management (EFQM) concentra-se na excelência geral da organização. Ambas as abordagens podem ser integradas para fornecer uma visão mais completa da performance da organização e ajudar a identificar áreas de melhoria. Para atingir a excelência, as organizações têm igualmente de assegurar a segurança, saúde e bem estar dos seus trabalhadores. A gestão de segurança assume cada vez mais um papel fundamental no planeamento a longo prazo das organizações. A gestão de segurança tem como principal objetivo controlar os perigos e riscos que podem afetar de forma negativa a saúde e segurança dos seus trabalhadores. Neste sentido, surge a necessidade de avaliar o impacto destes modelos na segurança das empresas portuguesas. Assim, a pergunta de investigação deste estudo é: Qual o impacto dos modelos EFQM e Shingo na segurança ocupacional das empresas portuguesas? Para tal, utilizou-se uma metodologia de pesquisa exploratória e explicativa a fim de perceber o que acontece nos modelos em questão e estabelecer relações causais entre as variáveis. Posto isto, foi elaborado uma revisão de literatura cuidada e seguidamente foi aplicado um survey com base nesta mesma revisão de modo a analisar o impacto dos modelos na segurança das empresas portuguesas. Para esta pesquisa foram contactadas 4473 organizações das quais se obtiveram 147 respostas, mas apenas 138 foram consideradas válidas. A escala usada nas perguntas foi do tipo Likert de cinco pontos. Uma vez usada está escala foi necessário calcular o alfa de Cronbach para verificar a confiabilidade de consciência interna das questões. O valor de alfa obtido foi 0,978 pelo que a consciência interna dos dados totais do inquérito é excelente. A pontuação média geral obtida do questionário revelou se elevada (4,182) o que sugere que as organizações estão alinhadas com os conceitos de segurança que foram abordados. Este trabalho permitiu perceber que, os modelos de excelência, apesar serem pouco implementados nas empresas portuguesas, as suas diretrizes no âmbito da segurança vão de encontro com as preocupações das mesmas.
