Percorrer por autor "Martins, Mariana da Costa"
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- O papel do conteúdo gerado pelos utilizadores no comportamento eleitoral da Geração ZPublication . Martins, Mariana da Costa; Lima, Ana Patrícia Pinto deNuma era em que a informação está à distância de um clique, as taxas de abstenção eleitoral e apatia das camadas mais jovens da população são uma incongruência real. Pelas evidências atuais, o volume de informação não é a chave do problema, mas antes os formatos que esta pode adotar e os agentes responsáveis pela sua divulgação. A descentralização da comunicação faz surgir novos players políticos nas redes sociais, como é o caso dos criadores de user-generated content (UGC), no Instagram. Essa diversificação de fontes políticas pode influenciar o modo como os consumidores, e particularmente a Geração Z, formam opiniões e participam democraticamente, introduzindo-se novas dinâmicas e motivações no seu comportamento político. Esta investigação propõe-se investigar o papel da criação de conteúdos políticos por utilizadores independentes no comportamento eleitoral da geração Z, em duas vertentes: os fatores que motivam os criadores de UGC à criação de conteúdo político e, na ótica dos consumidores, a sua perceção face às vantagens deste conteúdo e o seu impacto, no comportamento eleitoral. A pesquisa foi conduzida através de uma metodologia mista, utilizando entrevistas semiestruturadas (n = 4) e, numa segunda fase, o inquérito por questionário (n= 229). Para a análise dos dados qualitativos e quantitativos, recorreu-se aos softwares MAXQDA e SPSS, respetivamente. Os resultados revelam que o UGC político é considerado uma fonte de informação política. Atingem-se as seguintes conclusões – a promoção do conhecimento é um fator transversal aos criadores de UGC político, na conceção de conteúdos de literacia política; 81,2% dos jovens participantes reconhecem que a participação eleitoral se relaciona com o UGC político. Com base nestas e outras conclusões, reflete-se sobre o futuro das páginas de literacia política no Instagram e tecem-se recomendações para promover a democracia equilibrada e contrariar a inércia eleitoral das camadas mais jovens portuguesas.
