Percorrer por autor "Martins, Andreia da Costa"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Ajustamento intercultural de expatriados por iniciativa própria: um estudo exploratório com enfermeiros portugueses na AlemanhaPublication . Martins, Andreia da Costa; Martins, Dora Cristina MoreiraA expatriação por iniciativa própria tem-se tornado um fenómeno com crescente relevância no contexto global, no entanto menos explorado quando comparado com a expatriação organizacional. Pelo que, se torna pertinente estudar o ajustamento intercultural destes individuos para compreender como decorre a sua adaptação. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo explorar o ajustamento intercultural de enfermeiros portugueses expatriados por iniciativa própria na Alemanha. Foi utilizada uma abordagem qualitativa e realizadas 11 entrevistas semi-estruturadas a enfermeiros que estão em contexto de expatriação por iniciativa própria na Alemanha. Os resultados permitiram compreender o processo de ajustamento intercultural dos entrevistados e identificar quatro comportamentos dispares. Dois desses comportamentos assemelham-se ao modelo da teoria da curva em U, apesar que apenas em um dos comportamentos haver a fase de lua de mel. O terceiro comportamento apresenta uma curva dispar em relação ao modelo, pois o choque cultural acontece no primeiro mês e só depois há uma evolução positiva na adaptação. Por último, o comportamento quatro apresenta duas variações na curva do ajustamento, iniciando-se por um período difícil, posteriormente acontece uma evolução crescente no ajustamento, de seguida sucede-se uma queda onde decorre o choque cultural e posteriormente nova fase ascendente. Ainda foi possível, nos resultados, identificar fatores facilitadores e dificultadores do processo de adaptação cultural, bem como motivações e expetativas associadas à decisão de se expatriarem por iniciativa própria. O apoio dos colegas de trabalho foi considerado o principal fator facilitador do seu ajustamento e o idioma o principal fator dificultador. Também foi possível explorar os apoios obtidos e compreender de que forma contribuíram para o ajustamento dos enfermeiros. Conclui-se que o ajustamento foi mais dependente do apoio informal e da iniciativa pessoal, uma vez que a formação intercultural ficou aquém do esperado. No final da dissertação são apresentadas as conclusões, limitações e recomendações futuras.
