Percorrer por autor "Fernandes, Renata Caroline de Brito"
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- Igualdade de gênero nas organizações cotadas em bolsa em Portugal: análise dos Planos para a Igualdade e das Recomendações da CITE.Publication . Fernandes, Renata Caroline de Brito; Martinho, Ana Luísa Moreira SoaresO presente trabalho de investigação tem como objetivo analisar o grau de alinhamento documental dos Planos para a Igualdade de empresas cotadas em bolsa em Portugal com as orientações do Guião da CITE e com as recomendações técnicas emitidas pela CITE. A investigação revela-se particularmente relevante no contexto dos compromissos nacionais e internacionais com a promoção da igualdade entre mulheres e homens, em especial no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente o objetivo relativo à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres. Este trabalho explora de que forma as empresas analisadas estruturam os seus Planos para a Igualdade, considerando dimensões como igualdade no acesso ao emprego, condições de trabalho, igualdade remuneratória, proteção na parentalidade, conciliação entre vida profissional, familiar e pessoal, formação, prevenção do assédio e mecanismos de acompanhamento. Para o efeito, foi adotada uma abordagem qualitativa, documental e exploratória, com recurso à análise de conteúdo proposta. O corpus de análise foi composto pelas Recomendações aos Planos para a Igualdade – 2025, disponibilizadas pela CITE, e pelos Planos para a Igualdade publicados pelas empresas ALTRI, GALP, Greenvolt, Impresa, Ramada, Flexdeal, Glintt, Pharol e Semapa. Neste estudo conclui-se que os Planos para a Igualdade apresentam maior adesão em dimensões declarativas e institucionais, como estratégia, missão e valores e igualdade no acesso ao emprego. No entanto, foram identificadas fragilidades em elementos operacionais, como diagnóstico, dados desagregados, indicadores, orçamento, calendário, mecanismos de informação, linguagem inclusiva e estruturas de acompanhamento. Assim, os resultados sugerem que os planos ainda tendem a funcionar mais como instrumentos de conformidade documental do que como ferramentas plenamente integradas à gestão da igualdade nas organizações.
