Percorrer por autor "CARVALHO, LARA ADRIANA FERREIRA"
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- Estratégias de melhoria de hidrofobicidade de um filme polimérico à base de amido reforçado com fibras de casca de castanhaPublication . CARVALHO, LARA ADRIANA FERREIRA; Matos, Cristina Maria Fernandes Delerue Alvim de; Vieira, Elsa Marisa FerreiraOs filmes à base de amido são uma alternativa biodegradável aos plásticos convencionais. Contudo, devido à sua natureza hidrofílica, enfrentam algumas limitações significativas, o que compromete a sua aplicação em embalagens alimentares. Neste contexto, o presente estudo teve como principal objetivo otimizar a formulação de um filme à base de amido, previamente reforçado com fibras de casca de castanha, através da implementação de estratégias sequenciais para aumentar a sua hidrofobicidade. Numa primeira fase, avaliou-se a reticulação da matriz de amido com ácido cítrico. Apesar de não se terem observado diferenças estatisticamente significativas nas propriedades de interação com a água, verificou-se que a formulação com 3% (p/p) de ácido cítrico apresentou a combinação mais favorável de propriedades mecânicas. Posteriormente, explorou-se a incorporação de óleos vegetais (milho e soja), contudo, apesar de uma ligeira melhoria na resistência à humidade, descontinuou-se esta abordagem devido ao impacto negativo e acentuado na transparência dos filmes, um atributo considerado essencial. A terceira e principal estratégia consistiu na incorporação de nanopartículas de óxido de zinco (nZnO) e na substituição parcial das fibras de casca de castanha por nanofibras de pampa grass, recorrendo-se a um Modelo de Superfície de Resposta (MSR) segundo um desenho experimental Box-Behnken (BBD). Desta análise, resultou uma formulação ótima, composta por 44% de glicerol, 2% de nZnO e uma mistura de 83% de nanofibras de pampa grass e 17% de fibras de casca de castanha, com melhorias face ao filme de controlo: um aumento de 82,6% na tensão de rutura e reduções de 32,3% no teor de humidade e de 31,3% na solubilidade em água. Apesar das melhorias, a aplicação do filme ótimo na conservação de alimentos perecíveis, como queijo e carne, com teores respetivos de humidade de 40% e 75%, revelou que, embora superior ao controlo, o seu desempenho como barreira à humidade ainda se mostra insuficiente quando comparado com o plástico convencional (PET), resultando na desidratação dos alimentos e na perda de flexibilidade do filme. De uma forma geral, concluiu-se que, embora as estratégias adotadas tenham melhorado eficazmente as propriedades do filme, a sua aplicação em alimentos com elevada atividade de água permanece um desafio.
