Percorrer por autor "Barros, Mariana Filipa Teixeira"
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- Segurança e Saúde no Trabalho em contexto escolar: Perceção do risco pelos professoresPublication . Barros, Mariana Filipa Teixeira; Rodrigues, Matilde AlexandraAs escolas, à semelhança de outros contextos ocupacionais, apresentam fatores de risco com potencial para afetar a segurança e a saúde. Entre os diferentes grupos profissionais e utilizadores destes espaços, os professores constituem um grupo particularmente vulnerável. É neste contexto que a perceção do risco assume particular importância, contribuindo para a adoção de comportamentos preventivos, e promoção da satisfação e desempenho profissional, sendo pouca a evidência nesta temática. As entidades responsáveis parecem não dar a devida importância aos riscos a que os seus trabalhadores se encontram expostos, ainda que influenciem a sua saúde e desempenho. Os dados estatísticos, porém, demonstram a exposição dos professores a diversos riscos ocupacionais e confirmam a ocorrência de acidentes. Alguns autores referem a influência da idade, género, contexto organizacional e do acesso a formação e informação em SST na perceção do riscos. Face ao exposto, o presente estudo teve como objetivo caracterizar a perceção do risco dos professores em Portugal, assim como analisar a influência de fatores pessoais e organizacionais nessa perceção. Adicionalmente, pretendeu-se analisar a influência da perceção do risco na satisfação no trabalho. Foi elaborado e aplicado um questionário aos professores do ensino não superior, que recolheu informações sociodemográficas e incluiu escalas para avaliação das políticas e procedimentos de segurança, dos fatores de risco identificados, do nível de probabilidade e gravidade atribuído, bem como da sua satisfação com o trabalho. Verificou-se que a maioria dos professores não tem acesso a formação e informação no âmbito da SST e sentem-se pouco apoiados pelas entidades responsáveis, detetando-se diferenças entre o setor público e privado. Estes identificaram, sobretudo, riscos psicossociais, organizacionais e biomecânicos no seu ambiente de trabalho, em detrimento dos riscos químicos e mecânicos, que também variam de acordo com a idade, género e tipologia de escola. Foram, ainda, verificadas correlações negativas entre a perceção do risco e a formação e a satisfação no trabalho. Contudo, foram comprovadas correlações positivas entre a formação e o nível de sensibilização/conhecimento na temática e a satisfação no trabalho. Este estudo evidencia a necessidade de implementar políticas e estratégias obrigatórias de promoção da SST no setor educativo, adaptadas aos riscos específicos da atividade docente e aplicáveis a escolas do ensino privado e público, promovendo perceções de risco realistas entre os professores.
