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A impossibilidade do cinema "não narrativo"

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Roland Barthes e Lionel Duisit no artigo “An Introduction to the Structural Analisys of Narrative” (Barthes & Duisit, 1975) escreveram que a “narrativa, na sua infinita variedade de formas, está presente em todos os tempos, espaços e sociedades”. Alguns anos depois (1983), Jacques Aumont dedica aproximadamente duas páginas do seu “Esthétique du film” a um subcapítulo que denomina (na versão inglesa) “Non-Narrative Cinema: a difficult boundary”. Nessas páginas, escreve a determinada altura: “in order for a film to be truly non-narrative, it would need to be nonrepresentational”. Ele quer com isto dizer, como escreve logo a seguir, que para ser “não-narrativo”, “um filme não pode ter elementos reconhecíveis nem relações temporais, sequenciais ou causa efeito podem ser perceptíveis entre planos ou elementos das imagens.” (Aumont, et al. 1992) O texto de Barthes e Duisit poderia fechar a porta para possibilidade de existência de filmes não narrativos. Aumont deixa essa possibilidade em aberto. Mas o cepticismo na sua análise é claro. John Cage, no último ano de vida, realiza o filme One11 and 103, um filme onde um jogo de luzes meticulosamente estudado é projetado numa parede branca. Onde está a narrativa desta obra?

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Cinema John Cage Narrativa

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