REPOSITÓRIO P.PORTO
Repositório Científico do Politécnico do Porto
Entradas recentes
Além do (In)visível: Entre estigmas e vozes – Caminhos de consciencialização, participação e transformação social em saúde mental
Publication . Silva, Mariana Algarvio da; Carvalho, Helena
A abordagem em saúde mental tem sofrido mudanças significativas, alterando o foco da doença para o indivíduo. Estas mudanças baseiam-se no modelo biopsicossocial e nos princípios da saúde mental comunitária e reabilitação psicossocial. Tal evolução foi marcada pela desinstitucionalização dos indivíduos com experiência em doença mental e pela transferência dos serviços de saúde mental para os hospitais gerais. Embora positiva, é crucial um maior investimento, quer ao nível das políticas públicas, quer nos recursos económicos e sociais.
O projeto Além do (In)visível: Entre Estigmas e Vozes – Caminhos de Consciencialização, Participação e Transformação Social em Saúde Mental, desenvolvido em parceria com o Departamento de Saúde Mental do Hospital Pedro Hispano, utilizou a metodologia de investigação-ação participativa. A finalidade foi contribuir para uma sociedade onde a experiência em doença mental não seja um fator de desigualdade, perda de direitos ou isolamento social. Para tal, e tendo como eixo de intervenção as pessoas com experiência em doença mental e a comunidade, desenvolveram-se duas ações. O grupo Jovens com Futuro, que funcionou como um espaço seguro de expressão e crescimento pessoal, promovendo o sentimento de pertença, o reconhecimento e a valorização. E a iniciativa (IN)VISÍVEL?, com foco na consciencialização e sensibilização comunitária e de afirmação individual e coletiva, reforçando a confiança, a autoestima e o empoderamento dos participantes.
As reflexões partilhadas revelam orgulho pelo trabalho desenvolvido e o desejo de continuidade, confirmando que a participação ativa em projetos desta natureza é um instrumento importante de inclusão e empoderamento social
Predictive factors for pressure injury risk in individuals with Spinal Cord Injury
Publication . Costa, Inês Marques; Fernandes, Ângela; Sousa, Sara de; Almeida, Carlos
Spinal cord injury is a central neurological condition resulting from an injury in the spinal cord, which causes deficits in motor, sensory and autonomic functions, and may lead to the development of pressure injuries. To identify the sociodemographic, clinical and funtional predictive factos regarding the risk of development of presusre injuries in individuals with spinal cord injury, considering the pressure mapping measurements in the sitting position. Quantitative, observational, analytical and cross-sectional study, with 79 participants selected by convenience. The Sociodemographic Questionnaire, the ASIA Impairment Scale, the Functional Independence Measure and BodiTrak2 Lite® were used. The data was analyzed in version 29 of the Statistical Package for the Social Sciences®, with a significance level of 0.05. The multiple regression model explained 32% of the contact área (adjusted R2=0.32) and 35% of th dispersion index (adjusted R2=0.35). The age (B=-22; p=0.004) and the body mass index (B=20.74; p˂0.001) were significant predictors of the contact área. The gender (B=5.69; p˂0.001), the body mass index (B=-0.66; p=0.002), physical activity (B=3.25; p=0.035) and the Functional Indpendence Measure (B=0.09; p=0.014) significantly influenced the dispersion index. Sociodemographic and functional factors have proven to be predictors of the risk of pressure injuries, unlike clinical factos, which were not significant. The importance of awareness among health professionals is emphasized, including occupational therapists, regarding the presence odf these variables in individuals with spinal cord injury, to prevent pressure injuries.
Estádios inclusivos: Avaliação da acessibilidade de um estádio de futebol
Publication . Santos, Tiago Henrique Ferreira; Fernandes, Ângela; Pinto, Daniela; Silva, Rui Martins da
Este estudo tem como objetivo fazer uma avaliação das condições da acessibilidade de um estádio da cidade do Porto – Estádio do Dragão – identificando e descrevendo as barreiras de acordo com a legislação vigente e as orientações nacionais e internacionais. Além disso, pretende-se propor soluções para a sua eliminação. Foi realizado um estudo de caso qualitativo, descritivo, sendo o objeto de estudo o Estádio do Dragão. Procedeu-se a uma análise documental e à observação direta das condições existentes, de modo a cumprir o objetivo. Foram identificados 22 itens em conformidade, 15 em não conformidade e 18 como oportunidade de melhoria. Como pontos fortes destaca-se a presença de uma equipa dedicada à acessibilidade, desempenho consistente na categoria acesso ao estádio, nomeadamente bilhete com acompanhante quando necessário, entrada com filas dedicadas, rotas por transporte público e viatura e admissão de cães de serviço; e recursos já implementados como audiodescrição e INZONE. Foram encontradas fragilidades como a compra presencial de bilhetes não acessível, sinalética incompleta, limitação/distribuição dos lugares acessíveis e linhas de visão, sala de primeiros socorros não acessível e falta de alarme visual. Recomenda-se uma implementação faseada centrada em sinalética/wayfindging, bilhética (presencial e online), estacionamento, empréstimo de cadeiras de rodas, reconfiguração/distribuição de lugares acessíveis (com linhas de visão adequadas), e alarmes visuais. Estas medidas alinham o recinto com os referenciais legais e da Union of European Football Associations (UEFA), elevando a conformidade e melhorando a experiência dos adeptos com deficiência. O estádio evidencia progresso e recursos sensoriais e informativos relevantes, mas persistem barreiras físicas, informativas e operacionais que condicionam a experiência inclusiva.
Intero.Pediatrics - Perceção das sensações interocetivas das necessidades básicas numa amostra pediátrica: Um estudo qualitativo
Publication . Oliveira, Tânia Cristina Rodrigues; Campos, Carlos; Trigueiro, Maria João; Melo, Bruno Vieira de
O presente estudo tem como principal objetivo compreender de que forma crianças com idades compreendidas entre os quatro e os doze anos descrevem as sensações experiências interocetivas, com foco nas necessidades básicas, contribuindo para colmatar as limitações da literatura atual. Este estudo segue um desenho de descrição qualitativa. Os participantes foram divididos em quatro grupos, nomeadamente: Grupo 1 dos 4 a 5 anos (n=6); Grupo 2 dos 6 a 7 anos (n=4); Grupo 3 dos 8 a 9 anos (n=6) e Grupo 4 dos 10 a 12 anos (n=8), que foram selecionados através de amostragem não probabilística por conveniência. Foi utilizado um guião de entrevista semiestruturado com questões sobre a interoceção, usando linguagem adaptada à população. Os resultados demonstram que as crianças mais velhas apresentam uma maior facilidade em descrever as sensações interocetivas, em comparação com as crianças mais novas. As descrições das crianças permitiram concluir que associam a fome às sensações localizadas na região abdominal, a sede às regiões orais e orofaríngeas e a vontade de ir à casa de banho às sensações localizadas na região pélvica. Relativamente ao sono, as descrições foram, maioritariamente, de sensações não interocetivas. Este estudo demonstra que as crianças das distintas faixas etárias conseguem descrever as sensações interocetivas associadas as necessidades básicas, como a fome e sede, mas quando associadas ao sono demonstram maior dificuldade.
Association between perception of sleep quality and perinatal depression and anxiety symptoms: A cross-sectional analysis
Publication . Moreira, Sara Maria Pinto; Almeida, Raquel Simões de; Costa, Raquel
The present study aimed to determine the proportion of women with clinically significant symptoms of depression, anxiety, or comorbid symptoms in the perinatal period who report compromised sleep, as well to identify factos associated with the percption of compromised sleep. A total of 531 postpartum women participated in the study, responding to standardized questionnaires, including the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS), the State-Trait Anxiety Inventory (STAI), and self-reported measures related to sleep. The results revealed that 10.9% of participants had clinically significant depressive symptoms, and 7.9% had comorbidity between the two. Women with depressive and/or anxiety symptoms reported greater frequency and severity of sleep impairment, with a dose-response pattern observed in comorbidity. Regression analyses showed that depressive/anxiety symptoms, childbirth-related trauma, parity, and current psychological problems were significant predictors of impaired maternal sleep. These results highlight the centrality of sleep to maternal well-being, emphasize psychological vulnerability in the perinatal period, and support the role of occupation-based interventions in promoting maternal sleep and occupational balance.
