Ribeiro, AndreaSousa, João2026-05-212026-05-212026-03-19Ribeiro, A., & Sousa, J. (2026). Tele‑reabilitação em Oncologia durante Quimioterapia: Síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acesso. RevSALUS - 7ª Reunião Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia, 8(Sup), 49–50. https://doi.org/10.51126/eqh16s672184-4860http://hdl.handle.net/10400.22/32401A tele‑reabilitação, via videochamada, apps móveis e monitorização remota, emergiu como estratégia para ultrapassar barreiras logísticas, risco de infeção e falta de acesso à reabilitação especializada em doentes oncológicos sob quimioterapia. Sintetizar resultados da tele‑reabilitação em doentes oncológicos durante quimioterapia, comparando com cuidados presenciais quando aplicável, e identificar lacunas para investigação futura. Revisão de escopo com pesquisa ampla (20 estratégias) em bases indexadas; 1 042 registos identificados, 668 triados, 429 elegíveis e 50 estudos incluídos (ECA, observacionais, qualitativos e revisões). Foram extraídos desfechos físicos, sintomáticos, adesão/satisfação, segurança e custo‑efetividade. Programas remotos de exercício aeróbio, resistência, flexibilidade e treino respiratório melhoram capacidade funcional, força e aptidão cardiorrespiratória, com efeitos por vezes equivalentes ou superiores aos cuidados presenciais. A tele‑reabilitação reduz dor, fadiga, ansiedade/depressão e perturbações do sono, e sustenta ganhos cognitivos e de bem‑estar. Adesão e satisfação tendem a ser elevadas, valorizando conveniência e continuidade de cuidados, incluindo modelos de grupo ou híbridos. A segurança é favorável, com elevada retenção e poucos eventos adversos reportados; vários estudos indicam potencial custo‑efetividade e menor utilização de recursos. O atendimento presencial pode ser preferível em casos altamente complexos ou que exijam intervenção muito individualizada. A tele‑reabilitação é uma via segura, eficaz e acessível para entregar fisioterapia durante a quimioterapia, fortalecendo resultados físicos, controlo sintomático e qualidade de vida, ao mesmo tempo que mitiga barreiras ao acesso. Persistem lacunas quanto a impacto a longo prazo, custo‑efetividade comparativa em diferentes contextos, otimização para baixa literacia digital e evidência específica em populações pediátricas e casos complexos.porTele‑reabilitaçãoOncologiaQuimioterapiaCapacidade funcionalQualidade de vidaTele‑reabilitação em Oncologia durante quimioterapia: síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acessoconference object10.51126/eqh16s672184-836X