Vasconcelos, MarianaLata, SaraSilva, AugustaFerreira Silva, Maria Augusta2026-04-272026-04-272025-01Vasconcelos, M., Lata, S., & Silva, A. (2025). Influência da modulação do tónus postural no acoplamento intermembros durante a marcha: Estudo de caso após Acidente Vascular Cerebral. 19o Congresso Português do AVC - Livro de Resumos, 69. https://spavc.org/wp-content/uploads/2025/01/LIVRO-DE-RESUMOS.pdfhttp://hdl.handle.net/10400.22/32303Na marcha, a par da modulação do tónus da musculatura distal dos membros inferiores, também a modulação do tónus dos músculos antigravíticos dos membros superiores parece contribuir para a coordenação entre membros. Este acoplamento entre membros, durante a marcha, tem na sua génese uma sustentação neural, pela ação do trato reticuloespinal lateral que, ao inervar os neurónios motores desta musculatura distal dos membros superior e inferior, contribui para a coordenação entre segmentos anatomicamente distantes. Assim, em sujeitos com frequente comprometimento de axónios e/ ou neurónios que contribuam para este trato reticuloespinal, como no caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no território da artéria cerebral média, é necessário contemplar esta hipótese de disfunção do movimento. A influência que a informação aferente da periferia tem no recrutamento de interneurónios localizados na medula espinal com impacto na modulação do output dos neurónios motores e consequentemente na modulação do tónus, suporta decisões de atuação na área da fisioterapia. Este estudo de caso teve como objetivo testar a hipótese da influência do input aferente no membro superior contralesional no output motor do membro inferior contralesional. Caso Clínico: Participou neste estudo um sujeito do sexo masculino, de 53 anos, com disfunções ao nível da modulação do tónus postural dos membros superior e inferior contralesionais e ao nível do recrutamento da musculatura intrínseca da mão, na sequência de um AVC ocorrido há 20 meses. A avaliação incidiu sobre as fases de contacto inicial e de acomodação da carga na marcha, e sobre a fase de translação anterior do tronco até ao momento do seat off na sequência de sentado para de pé, através da medição das amplitudes entre os segmentos braço e antebraço contralesionais e entre os segmentos perna e pé contralesionais. O sujeito foi exposto a uma sessão de intervenção única, incidindo na potenciação das funções afetadas, através do fornecimento de input sensorial e propriocetivo. Após a sessão, foi possível verificar-se um aumento de 10,7º e de 12º de extensão de cotovelo na marcha e na sequência de sentado para de pé, respetivamente, bem como um aumento de dorsiflexão do pé, traduzido através da diminuição de 12º na marcha e de 2,3º na sequência de sentado para de pé, entre os segmentos perna e pé. Tais resultados sugerem uma modificação do comportamento dos músculos braquiorradial e solear contralesionais, no sentido da sua modulação e, ainda, uma variação da orientação postural de ambos os membros no espaço, apontando para uma maior otimização da função da modulação do tónus postural. Conclusões: Considerando que a literatura tem evidenciado a influência do input aferente da periferia dos membros inferiores no output motor dos membros superiores, os resultados observados no presente estudo, ao demonstrarem a existência de efeito em sentido inverso, são promissores quanto à bidirecionalidade da influência entre segmentos distais e quanto ao acoplamento entre membros, com implicações evidentes para a intervenção em fisioterapia em sobreviventes de AVC.porModulação do tónus posturalAcoplamento intermembrosInfluência da modulação do tónus postural no acoplamento intermembros durante a marcha: Estudo de caso após Acidente Vascular Cerebralconference poster